Os três terroristas islâmicos condenados à morte pelos atentados em Bali (Indonésia), em 2002, serão executados em novembro, informou o porta-voz da Procuradoria Geral do Estado, Jasman Panjaitan, nesta sexta-feira. Segundo ele, os condenados serão fuzilados no presídio em que foram mantidos presos.
Em agosto, os três condenados haviam solicitado ao Tribunal Constitucional que, por motivos religiosos, fossem decapitados em vez de enfrentar um pelotão de fuzilamento --método habitual de execução na Indonésia. "Os condenados Imam Samudra, Amrozi Nurhasyim e Ali Ghufron não têm mais opções legais", disse Panjaitan, que ainda não informou uma data exata para a execução.
Samudra, Nurhasyim e Ghufron foram declarados culpados de planejar e conduzir os ataques suicidas à bomba que atingiram duas boates em Bali, matando 202 pessoas, a maioria formada por turistas. Os três afirmam que o atentado foi realizado para punir os Estados Unidos e os aliados ocidentais pelas atrocidades cometidas no Afeganistão.
O vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, informou que os membros do governo cumprirão as sentenças de morte. Os atentados de Bali foram conduzidos por membros da Jemaah Islamiyah, um grupo terrorista considerado o braço da Al Qaeda no sudeste Asiático, acusado de ao menos três outros atentados suicidas na Indonésia, incluindo os ataques ao hotel J. W. Marriott e a embaixada australiana em Jacarta.
Na terça-feira (21), policiais detiveram cinco militantes suspeitos de planejar explodir a maior refinaria de petróleo do país, na capital Jacarta e na cidade de Bogor, no oeste da ilha de Java. Com os presos, a polícia encontrou armas, munição, produtos químicos para fabricação de bombas e 2,5 kg de TNT (trinitrotolueno), substância explosiva de grande potência. Proporcionalmente, a Indonésia é o país que tem a maior população muçulmana do mundo.
Jemaah Islamiyah
Fundado em 1995, com o objetivo de estabelecer um Estado islâmico independente formado pela Indonésia, Malásia, Cingapura, e as regiões do sul das Filipinas e da Tailândia, o grupo terrorista não realizou nenhum atentado desde 2005, quando 21 pessoas morreram em explosões em cafés e restaurantes de Bali. Nos últimos dois anos sua capacidade se viu minguada por dezenas de detenções de membros, entre eles alguns de primeiro nível.
Com Associated Press e Efe