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Sexta-feira, 09 de JANEIRO de 2009

21/11/2008 - 10h39

Analista diz que projeto de autonomia do dalai lama equivale a independência

Madri, 21 nov (EFE).- A proposta de autonomia do dalai lama para o Tibete é "outra forma de independência", pois prevê que os militares chineses não entrem no território, assegurou hoje, em Madri, Xie Gangzheng, diretor do Instituto de Estudos Tibetanos da Universidade de Sichuan.

De acordo com o líder espiritual tibetano, o Exército chinês, símbolo do poder do país, não deve entrar na região, mas sem a presença das tropas não se pode dizer que o Tibete faz parte da China, disse Xie durante um encontro na Espanha por ocasião da visita de uma delegação tibetana ao país.

"Por isso, é correto que para o Governo chinês a proposta de maior autonomia seja outra forma de independência do Tibete", acrescentou.

Xie afirmou que o dalai lama apóia com suas ações os independentistas, apesar de ele dizer o contrário, e assegurou que dentro do Tibete "muito pouca gente" segue o líder religioso.

A delegação, liderada por Zheng Dui, diretor de estudos religiosos do centro de pesquisa do Instituto de Estudos Tibetanos Chinês, está na Espanha para explicar a situação do Tibete e intercambiar opiniões.

"Temos projetos de troca com outros países, mas não com a Espanha", explicou Zheng, que garantiu que "a cultura tibetana está protegida".

Em recentes declarações em Tóquio, o dalai lama considerou que "no Tibete está acontecendo uma espécie de genocídio cultural".

Zheng destacou que apesar "do temor de alguns", a Constituição e as leis chinesas garantem a proteção cultural tibetana. Citou o caso do idioma - com educação bilíngüe até o ensino médio e também em algumas universidades - e o da religião - atualmente, há mais de 1,7 mil lugares para atividades religiosas no Tibete.

Ele explicou que a população tibetana passou de 1,2 milhão de pessoas na metade do século XX para 2,8 milhões atualmente. A maioria é budista, embora a juventude não viva as crenças religiosas como seus pais, disse.

"Os jovens crêem no budismo, mas também escutam música dos Estados Unidos", disse, ao considerar que a religião tem uma grande influência na vida dos tibetanos e foi fundamental no passado de sua cultura, embora agora cheguem ao Tibete outras influências e costumes.

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