Varsóvia, 21 nov (EFE).- A promotoria da Polônia abriu uma investigação sobre o seqüestro do petroleiro saudita "Sirius Star", que conta com dois cidadãos poloneses entre sua tripulação, com o objetivo de levar os piratas somalis responsáveis perante à justiça polonesa.
Segundo informaram hoje meios de imprensa locais, o órgão se baseia no artigo 110 do código penal do país, que diz que as leis polonesas serão aplicadas às pessoas que tenham cometido crimes contra nacionais poloneses no exterior.
"Um dos dois poloneses a bordo do petroleiro mora em nossa região (o capitão do "Sirius Star" mora em Gryfino, uma localidade ao norte da Polônia, perto de Szczecin)", explicou o responsável do escritório da promotoria nacional em Szczecin e encarregada de dirigir esta investigação, Renata Pietrzak.
O "Sirius Star", cuja carga tem um valor de mais de 79 milhões de euros, era considerada a maior embarcação seqüestrada até agora.
Ele tem 330 metros de comprimento e um peso de mais de 300.000 toneladas, um gigante que foi atacado no dia 15 de novembro, a 830 quilômetros ao sudeste de Mombaça, no Quênia, em uma área distante do Golfo de Áden e do litoral de Puntlândia, onde até agora vinham atuando os piratas.
Os criminosos somalis, que viajavam em lanchas rápidas, abordaram o navio quando este rumava aos Estados Unidos através do Cabo de Boa Esperança.