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Sexta-feira, 09 de JANEIRO de 2009

21/11/2008 - 09h00

Rússia aposta em relação com lusos para se aproximar da UE

Moscou, 21 Nov (Lusa) - A Rússia declarou nesta sexta-feira apostar nas relações com Portugal, considerando-o um parceiro importante no relacionamento com a União Européia.

"Portugal é para nós interessante como parceiro na elaboração do novo tratado de segurança européia. Da posição de países não tendenciosos como esse depende, no fim de contas, a posição comum", disse Serguei Prikhodko, conselheiro para Assuntos Internacionais do presidente russo Dmitri Medvedev, em visita a Lisboa.

"No passado 4 de julho, Medvedev, discursando em Berlim, avançou a idéia da elaboração de um novo tratado de segurança européia. O Kremlin considera que ele deve conter formas novas de resolver os problemas da segurança européia, tendo em conta a ineficácia da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e a impotência da Otan", publicou a agência russa RIA-Novosti.

"Esperamos abordar esse tema, bem como a interação na esfera dos órgãos de segurança. É possível que haja também uma breve troca de opiniões sobre a situação nos mercados financeiros, tendo em conta a cúpula do G-20", acrescentou Prikhodko.

"Russofobia"

Serguei Markov, cientista político e deputado da Rússia Unida na Duma (câmara baixa) do Parlamento russo, disse que "a visita a Portugal deve ser vista no contexto da política geral da Rússia face à Europa, à União Européia. A Rússia procura solo para edificar relações construtivas com uma série de Estados europeus. Precisamos de aliados em diferentes campos".

O analista político colocou Portugal "no grupo dos pequenos países independentes, cuja elite não sofre de russofobia e está interessada nas relações econômicas com a Rússia".

"Pode-se realizar um diálogo frutífero. (Os portugueses) estão prontos a defender posições independentes nos institutos europeus de poder", afirmou.

"Por enquanto, não podemos criar um grupo único desses Estados, porque eles têm uma agenda diferente. Mas podemos desenvolver relações bilaterais, nomeadamente criando projetos conjuntos no campo da indústria e da energia", concluiu o deputado.

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