O novo governador do Estado indiano de Maharashtra, cuja capital é a cidade de Mumbai, Ashok Chavan, disse nesta sexta-feira, ao ser nomeado ao cargo, que a segurança será a sua "prioridade máxima", informaram agências de notícia indianas citadas pela agência Efe. "Para o cidadão comum não importa quem é o governador ou vice-governador. Eles só querem que a administração seja forte."
Chavan é filho do ex-ministro de Interior S.B. Chavan e, no cargo de governador, substitui Vilasrao Deshmukh, que, ao lado do vice, renunciou nesta quarta-feira (3), após terroristas terem atacado a capital regional Mumbai.
Os ataques atingiram as regiões mais nobres de Mumbai, inclusive pontos famosos entre turistas ocidentais, como os hotéis de luxo Taj Mahal Palace e Oberoi Trident, além do Café Leopold, famoso entre os profissionais de Bollywood, como é chamada a gigante indústria cinematográfica indiana.
No total, os ataques mataram 172 pessoas e feriram aproximadamente 300. Três dias após os atentados, o governo indiano chegou a informar a morte de 195 pessoas. No entanto, os números acabaram revisados para baixo devido a dados repetidos fornecidos pelos hospitais.
"Isto é um desafio e o aceito", afirmou Chavan após o ministro de Relações Exteriores, Pranab Mukherjee, anunciar sua nomeação em Nova Déli. "O governo [de Maharashtra] dará todos os passos necessários para garantir a segurança do povo", disse Chavan. O novo vice-governador de Maharashtra é Chhagan Bhujbal.
Falhas
Também nesta sexta-feira, o novo ministro de Interior indiano, Palaniappan Chidambaram, admitiu que houve falhas de segurança nos ataques a Mumbai e que reforçou as acusações feitas pelo governo indiano contra o vizinho Paquistão.
| Gautam Singh/AP |
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| Ministro de Interior indiano, Palaniappan Chidambaram, admite falha de segurança |
"Há ampla evidência que demonstra que a fonte dos ataques está claramente ligada àquelas organizações que, no passado, foram identificadas como responsáveis por outros ataques à Índia", disse.
Os jornais indianos apontam que a agência de inteligência paquistanesa, ISI, está envolvida no treinamento dos militantes, que, segundo os investigadores indianos, pertencem ao grupo terrorista com base no Paquistão, Lashkar-e-Taiba. Chidambaram, contudo, não citou diretamente o nome da ISI.
O Paquistão condenou os ataques e o presidente, Asif Ali Zardari, já afirmou não ter recebido provas suficientes do envolvimento do seu país nos ataques. O Paquistão prometeu ajudar na investigação e disse que vai agir duramente contra o terrorismo.
Ameaça
Na madrugada desta sexta-feira, por volta de 1h10 local (17h40 de quinta-feira em Brasília), uma ameaça de bomba provocou o fechamento do Aeroporto Internacional Indira Gandhi, na capital indiana Nova Déli, por mais de 20 minutos. O motivo foi o suposto tiroteio ocorrido nos arredores do local.
O alarme foi disparado depois que um veículo tentou se aproximar do desembarque por meio de uma via proibida. Mais tarde, a segurança do aeroporto confirmou que o alarme foi falso.