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Sábado, 04 de JULHO de 2009

06/01/2009 - 09h04

Obama afirma que não irá intervir em negociações em Gaza

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, foi lacônico ao comentar nesta segunda-feira --pela primeira vez desde o início da ofensiva militar israelense, há 11 dias--, a situação na faixa de Gaza.

Obama afirmou estar recebendo relatórios diários sobre o conflito, se disse "preocupado" com a situação, mas ressaltou que não intervirá nas "delicadas negociações" diplomáticas em andamento. "Não pode haver duas vozes vindo dos EUA", disse o presidente eleito.

Obama vem sofrendo críticas da esquerda norte-americana e do mundo árabe por seu silêncio sobre o conflito em Gaza, que estourou enquanto ele desfrutava férias no Havaí. O chanceler palestino, Riad Malki, por exemplo, lembrou que o democrata não tardou em condenar os ataques terroristas a Mumbai, em novembro.

Mas as declarações de ontem indicam que Obama deve manter a posição neutra até assumir a Casa Branca, no dia 20.

"Este é o momento ideal para Israel conduzir essas ações e é bom tanto para a equipe de Obama quanto para o governo Bush. A transição nos EUA serve como cobertura para Israel fazer o que precisa fazer", disse ao "Financial Times" David Rothkopf, que trabalhou na equipe de segurança nacional de Bill Clinton (1993-2001).

Bush, que já havia expressado por meio de porta-vozes seu apoio a Israel, também fez ontem suas primeiras declarações públicas sobre o conflito, pelo qual responsabilizou o Hamas.

"Em lugar de se preocupar com as condições de vida da população em Gaza, o Hamas optou por usar o território para lançar foguetes para matar a inocentes. Por isso, Israel decidiu proteger os seus cidadãos."

Bush disse que o cessar-fogo depende do fim dos disparos do Hamas. "É claro que gostaríamos que cessasse a violência, mas não sem que antes haja um acordo que impeça que se repitam os ataques do Hamas."

A atuação dos EUA em prol do cessar-fogo tem sido vista até aqui como tímida. Enquanto o presidente da França, Nicolas Sarkozy, iniciou ontem tour pelo Oriente Médio, a Casa Branca reiterou que não há planos de visita à região nem sequer da secretária de Estado, Condoleezza Rice.

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