O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta quarta-feira que Israel havia aceitado o plano de trégua do Egito para Gaza, mas logo depois seu gabinete afirmou que ele estava simplesmente celebrando a reação israelense à proposta feita mais cedo.
O Egito anunciou na terça-feira a proposta de um cessar-fogo imediato entre Israel e os palestinos em Gaza, que seria seguido de negociações sobre acordos de longo prazo para as fronteiras e o fim do bloqueio israelense em Gaza.
Israel disse que via "positivamente" as conversas sobre a proposta, sem anunciar aceitação ao plano do Egito. Após uma trégua de três horas, das 9h às 12h (horário de Brasília), os ataques foram retomados
"O presidente está satisfeito com a aceitação de Israel e da Autoridade Palestina ao plano franco-egípcio apresentado ontem à noite (terça-feira) em Sharm el-Sheikh pelo presidente (egípcio Hosni) Mubarak", disse o gabinete de Sarkozy em um comunicado.
"O chefe de Estado pede que este plano seja implementado o mais rápido possível para que termine o sofrimento da população", acrescentou.
O uso do termo "aceitação" no comunicado da França levou Israel a dizer que não havia aceitado o plano egípcio e que ainda estava discutindo a proposta.
Uma autoridade do gabinete de Sarkozy afirmou depois que o comunicado francês era apenas uma reação aos comentários positivos feitos anteriormente sobre o plano e que não anunciava a aceitação por parte de Israel da proposta egípcia.
"É uma reação às declarações de Israel e palestinos", disse a autoridade
*
Com informações da EFE, AFP, Reuters e AP