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Sábado, 07 de NOVEMBRO de 2009

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04/07/2009 - 12h44

Sob críticas, Argentina promete unificar protocolos para combater gripe suína

O novo ministro da Saúde da Argentina, Juan Manzur, anunciou neste sábado (4) que o país vai unificar os critérios e protocolos para tratar a gripe suína --A (H1N1). Segundo ele, ontem o governo começou a distribuir remédios para todos os casos da doença, em todas as províncias. O plano inicial é distribuir 300 mil doses, mas já na semana que vem, o governo argentino diz que estará pronto para 500 mil doses adicionais.

"Vamos unificar os critérios e o protocolo de tratamento, para que, ante uma suspeita da gripe A, todos possam atuar de uma mesma maneira", afirmou o ministro, de acordo com o jornal "Clarín".

Entretanto, segundo a publicação, há uma "ausência total de medidas conjuntas e coordenadas a respeito dos espaços públicos e das atividades que reúnam muitas pessoas". Isso ocorre tanto na região metropolitana de Buenos Aires quanto nas províncias --umas decretaram situação de emergência, mas outras não.

"Enquanto se fecha uma lanchonete por não respeitar a distância entre as mesas, a poucos quilômetros daqui tudo transcorre como quando não havia a nova gripe", diz o jornal. "Foi criado um clima maluco. Os municípios parecem competir entre si, como se o que fecha mais lugares fosse o melhor", afirma o infectologista Héctor Laplumé.

Manzur disse nesta sexta-feira (3) que o número de contaminados pela gripe no país pode chegar a 100 mil. Por enquanto, apenas cerca de 2.800 casos foram confirmados por análises de laboratório. Ele confirmou que, até agora, a doença já matou 44 pacientes. Há outras mortes que estão sendo investigadas.

Manzur assumiu no lugar da ex-ministra Graciela Ocaña, que renunciou na última segunda-feira.

Balanço

O mais recente balanço da OMS, divulgado ontem, registrou que 89.921 pessoas de 125 países e territórios já contraíram a gripe suína. Em 382 casos, os pacientes morreram. No dia 11 de junho, a organização anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada), devido à ampla distribuição geográfica do vírus.

O ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, afirmou ontem que mais 19 casos de gripe suína foram confirmados no Brasil. Com isso, o número de pessoas infectadas sobe para 756. De acordo com o governo, a maioria dos infectados no país, desde 8 de maio, já recebeu alta ou está em processo de recuperação.

O governo informou que 1.414 casos suspeitos são monitorados no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial.

O ministro também anunciou que o governo vai fazer um "uso racional" dos medicamentos para contenção da doença.

"A medida do governo brasileiro [de restringir a internação e medicação a pessoas imunodeprimidas, idosos e crianças com menos de 2 anos, tomada na semana passada] revelou-se extremamente acertada. A medicação desnecessária pode levar a uma resistência ao vírus, como já ocorreu em três países, Dinamarca, Japão e Hong Kong", afirmou.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).

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