O governo colombiano voltou nesta quarta-feira a impor condições para permitir o resgate do cabo do Exército Pablo Emilio Moncayo e do soldado José Daniel Calvo, ambos mantidos reféns pela guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
"Este é um assunto no qual todos os aspectos são importantes, mas que requer sobretudo a disposição e a vontade das Farc para libertar os 24 militares e policiais [mantidos em cativeiro], e eles não disseram que soltarão todos", indicou o comissário do governo para a paz, Frank Pearl.
O funcionário delegou ao grupo guerrilheiro a responsabilidade de anunciar quando serão colocados em liberdade todos os oficiais mantidos reféns.
"São as Farc que devem dizer que irão libertá-los", considerou. "Podemos aceitar entregas parciais, mas [as Farc] não disseram que serão libertados os 24", complementou.
Em abril, os guerrilheiros informaram que pretendiam libertar Moncayo e Calvo, mas somente se os dois fossem entregues a uma comissão liderada pela senadora Piedad Córdoba, adversária política do presidente Álvaro Uribe.
Em um primeiro momento, Bogotá rejeitou a oferta, autorizando somente a Igreja Católica e a Cruz Vermelha a participarem do resgate.
Já em setembro, após se reunir com familiares de reféns, Uribe condicionou a autorização para os operativos a uma garantia dada pelas Farc de que todos os sequestrados poderiam ser soltos.
No entanto, o grupo deseja incluir estes reféns em um pacto humanitário, no qual seriam trocados por guerrilheiros que estão presos