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Quarta-feira, 25 de NOVEMBRO de 2009

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05/11/2009 - 12h24

Ida se torna o 3º furacão da temporada e ameaça a Nicarágua

A tempestade tropical Ida se transformou nesta quinta-feira no terceiro furacão da temporada do Atlântico. A previsão é de que chegue ao continente ainda hoje na costa leste da Nicarágua, informou o NHC (Centro Nacional de Furacões), com sede em Miami, nos Estados Unidos.

"Ida é um furacão de categoria um na escala de Saffir-Simpson e apresenta ventos máximos sustentados de 120 km/h", informou o NHC em seu boletim das 11h (horário de Brasília).

Os meteorologistas previram que Ida perderá força à medida em que se desloca pelo interior do país centro-americano.

O governo da Nicarágua emitiu um aviso de furacão (passagem do fenômeno em 24 horas) de Bluefields (sudeste) até Puerto Cabezas (nordeste).

Também está vigente um alerta de furacão (passagem do sistema em 36 horas) para toda a costa leste da Nicarágua até a fronteira com Honduras.

O centro de Ida estava localizado 100 quilômetros ao nordeste de Bluefields e 135 quilômetros ao sul de Puerto Cabezas. O furacão se desloca para noroeste a 11 km/h, e a previsão é de que origine fortes chuvas ao longo da costa leste da Nicarágua e de Honduras, que podem causar inundações e deslizamentos de terra, alertaram os meteorologistas.

Turismo

Antes de se tornar furacão, Ida causou transtornos em dos principais resorts da Nicarágua.

Chuvas fortes e ventos atingiram a ilha do Milho, um popular destino turístico do país, derrubando árvores e deixando a área sem eletricidade e linhas telefônicas, segundo o coronel Reinaldo Carrion, da defesa civil da região. Cerca de 45 casas foram dainficadas.

"Linhas telefônicas fixas foram cortadas, e as ligações por meio de celular e rádio estão dificultadas, então está difícil obter informações precisas", disse Carrion à Associated Press.

De acordo com Ton Bos, dono de um hotel na região, os ventos e chuvas são fortes, mas já houve tempestades piores. "Há muita chuva e vento e algumas árvores estão caindo, mas não se trata de uma catástrofe. Eu estou aqui há quatro anos e já vi cenas muito piores".

Não houve informações sobre mortes, mas de acordo com o diretor da Defesa Civil nacional, Mario Perez, cerca de 2.000 pessoas tiveram de ser retiradas de suas casas.

Aproximadamente 2.500 habitantes vivem na Ilha do Milho e região.

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