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Terça-feira, 24 de NOVEMBRO de 2009

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07/11/2009 - 14h55

EUA investigam se houve cúmplices em ataque de major que matou 13 em base

A polícia e o Exército dos Estados Unidos estão recriando as condições do ataque de quinta-feira (5) à base militar de Fort Hood, no Estado americano do Texas, para descobrir se o major Nidal Malik Hassan agiu sozinho ao matar 13 pessoas e ferir outras 30.

Hassan foi atingido por um policial e está internado em um hospital em San Antonio, no Texas. O coronel John Rossi, porta-voz da base de Fort Hood, a maior instalação militar do mundo, disse que Hasan está inconsciente mas em condição estável e conectado a um respirador.

Jessica Rinaldi/Reuters
Americanos rezam por vítimas de ataque à base militar durante vigília em Fort Hood; ao menos 13 morreram e 30 foram feridas
Americanos rezam por vítimas de ataque à base militar durante vigília em Fort Hood; ao menos 13 morreram e 30 foram feridas



A polícia local informou que os exames balísticos apontam que todas as vítimas foram atingidas por balas que vieram das duas armas carregadas por Hassan, o que exclui a hipótese anterior de que algumas das pessoas foram atingidas por tiros de policiais e militares que tentavam conter o major.

Segundo o jornal "The New York Times", os investigadores federais e militares se recusaram a divulgar mais detalhes sobre o ataque e não sabem confirmar ainda se Hassan agiu sozinho ou se tinha conexão com grupos terroristas, tese que ganhou força após a revelação de que ele é muçulmano.

O presidente Barack Obama pediu nesta sexta-feira que as pessoas tenham cautela e evitem conclusões precipitadas sobre as causas do crime. Ele homenageou ainda os militares e civis que agiram durante o ataque e lembrou que o Exército americano abriga pessoas de todas as raças e credos, uma declaração que aparentemente visa evitar uma explosão no ódio aos muçulmanos.

A senadora Kay Bailey Hutchison, uma republicana do Texas, disse que os militares estão tentando determinar se "houve algo mais que o ato de apenas uma pessoa".

Hutchison disse ainda, segundo o "NYT", que Hassan foi o único a abrir fogo e que não se sabe se ele planejou tudo sozinho.

Em Washington, diz ainda o jornal, um agente afirmou que uma busca pelo computador de Hassan não indicou nenhuma comunicação com terroristas conhecidos.

Ataque

O ataque começou às 13h30 desta quinta-feira (17h30 no horário de Brasília) no Centro Soldier Readiness, onde os soldados que estão prestes a serem enviados para o campo de batalha ou que estão voltando da guerra passam por exames médicos. Perto de lá, alguns soldados lideravam uma cerimônia de graduação em um teatro com cerca de 600 pessoas, entre tropas e familiares.

Segundo relatos não confirmados de soldados presentes na base, Hassan gritou a expressão árabe "Allahu Akbar", que significa "Deus é grande", antes de abrir fogo contra os colegas.

Segundo as agências de notícias, Hassan começou a atirar com duas armas --uma delas semiautomática. Os soldados que estavam no local reagiram e atiraram de volta, atingindo Hassan. Há suspeita de algumas das vítimas foram atingidas por fogo amigo em meio ao tiroteio.

Segundo Bob Cone, porta-voz da base, não há indicação de que as armas eram do Exército ou de que este foi um ataque com motivações terroristas. Ele afirmou ainda que o FBI (polícia federal americana) e os especialistas forenses do Exército estão investigando o crime.

Hassan, 39, tratava soldados feridos em guerra ou que se preparavam para ir ao fronte de batalha. Muçulmano nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes palestinos, ele cresceu na Virgínia. Serviu como psiquiatra no Centro Médico Militar Walter Reed em Washington, capital, que trata principalmente militares feridos gravemente.

O primo do major, Nader Hassan, afirmou anteriormente à rede Fox News que ele se opunha às guerras no Iraque e no Afeganistão e estava preocupado com a notícia de que seria enviado em breve para o fronte de batalha. "Nós sabemos há cinco anos que este era provavelmente seu pior pesadelo", afirmou, em referência à sua transferência para o fronte de batalha.

Segundo Nader, o primo foi transferido para a base de Fort Hood em abril e estava muito relutante com a notícia de que seria transferido.

Segundo o coronel aposentado Terry Lee, que disse ter trabalhado com Hassan, ele aguardava que o presidente Barack Obama anunciasse a retirada das tropas e frequentemente brigava com os colegas de base que apoiavam as guerras.

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