
06/03/2013 - 20h16 | do BOL
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O caixão com o corpo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou na tarde desta quarta-feira à Academia Militar de Caracas, onde ficará até a sexta-feira, para receber o último adeus do povo.
Cortejo Chávez
Segundos depois, o féretro foi carregado nos ombros de vários colaboradores, entre eles o ministro dos Esportes, Héctor Rodriguez.
O caixão ficará instalado no salão da Academia Militar, onde o jovem Chávez foi cadete e viu despertar sua vocação política que o levou ao poder em 1999.
Chávez será enterrado na sexta-feira, diante de vários dirigentes estrangeiros.
CUBA
Diversas nações declararam luto oficial pela morte de Chávez e Cuba, também com bandeiras a meio mastro, se prepara para homenagear o líder venezuelano nas principais praças da Ilha com uma homenagem póstuma geralmente reservada a dirigentes históricos do regime cubano na próxima quinta (7).
Uma homenagem a Chávez será realizada na quinta-feira na Praça da Revolução de Havana, palco das maiores manifestações do regime comunista cubano. Atos públicos similares ocorrerão em toda a Ilha.
Chávez terá homenagens à altura do comandante da revolução cubana Juan Almeida (em setembro de 2009) e de Vilma Espín, esposa do ditador Raúl Castro (em junho de 2007), que foi a mais alta dirigente feminina do país.
O dirigente venezuelano, que morreu na última terça-feira (5), em Caracas, vítima de um câncer, teve Cuba como seu principal aliado político e maior sócio comercial nos últimos 14 anos.
"Hugo Chávez, presente! A Revolução Venezuelana será mais forte em honra a teus anseios e sacrifícios. Ante a dor, o povo unido", escreveu a deputada Mariela Castro, filha de Raúl Castro, em sua conta de Twitter.
O novo número dois cubano, Miguel Díaz-Canel, enviou "um abraço comovido" à Venezuela pela morte de Chávez, mas nem Fidel nem Raúl Castro - que sucedeu seu irmão no comando após a doença de Fidel em 2006 - comentaram publicamente a morte de seu aliado e amigo.
Uma declaração oficial cubana, emitida na terça-feira, ressaltou: "Chávez também é cubano! Sentiu em sua carne nossas dificuldades e problemas e fez o que pôde, com extraordinária generosidade".
A nota destacou que Chávez "acompanhou Fidel como um verdadeiro filho e sua amizade com Raúl foi íntima", além de "brilhar nas batalhas internacionais contra o imperialismo".
A morte de Chávez constitui um duro golpe para a ilha e forçará Raúl Castro a acelerar suas reformas econômicas para evitar o risco de uma nova crise, segundo analistas.
Quando chegou ao poder em 1999, Chávez estendeu a mão à Havana com os vastos recursos petrolíferos venezuelanos, favorecendo a recuperação paulatina da economia cubana da aguda crise que caiu após o fim da ajuda soviética, uma década antes.
LUTO
O luto pela morte de Hugo Chávez que, na Venezuela foi de sete dias, foi acompanhado por países da América Latina e por outras nações aliadas, como o Irã e Belarus. Os que deram períodos mais longos foram Bolívia, Nicarágua e Equador, aliados de Chávez, que concederam os mesmos sete dias de luto.
Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Dominica, República Dominicana e Uruguai decretaram três dias de luto, assim como Belarus, país do leste europeu cujo ditador, Aleksander Lukashenko, era aliado do venezuelano. O Irã decretou um dia de luto.
Chávez e líderes políticos
Assim como nas declarações de luto, a maioria dos presidentes latino-americanos deverá comparecer pelo menos ao enterro de Chávez.
Além dos três presentes, os mandatários de Brasil, Dilma Rousseff; Chile, Sebastián Piñera; Equador, Rafael Correa; Nicarágua, Daniel Ortega; Peru, Ollanta Humala; e República Dominicana, Danilo Medina, estão confirmados.
Ainda há a expectativa da participação do ditador de Cuba, Raúl Castro, e do presidente do Irã, Mahmoud Ahmaedinejad, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo.
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