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Sábado, 23 de agosto de 2014

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De cara nova, site Myspace é acusado de usar música sem autorização

BEN SISARIO
DO "NEW YORK TIMES"

Na semana passada, "Suit & Tie", nova música de Justin Timberlake, cumpriu duplo papel promocional. Não apenas serviu como amostra do novo álbum do cantor mas também como introdução para uma versão remodelada do Myspace, o outrora poderoso site de música e rede social.



Timberlake é um parceiro minoritário no grupo de investidores que comprou o Myspace por US$ 35 milhões em 2011, seis anos após a News Corporation pagar US$ 580 milhões por ele, com esperanças de dominar a web social. Em pouco tempo, o site foi eclipsado pelo Facebook e caiu na lixeira da internet.

Reprodução
Página da nova versão da rede social Myspace
Página da nova versão da rede social Myspace


O novo Myspace --que, como o velho MySpace, permite ouvir um grande número de canções gratuitamente-- logo ganhou elogios por seu design elegante. Mas, ainda que tenha dito que sua intenção é ajudar artistas, ele pode já ter um problema com algumas das gravadoras independentes que fornecem muito de seu conteúdo.

Embora o Myspace tenha a maior biblioteca de música digital --mais de 50 milhões de canções, diz a empresa--, um grupo representando milhares de pequenos selos diz que o serviço está usando música de seus membros sem permissão.

O grupo, chamado Merlin, negocia acordos digitais em nome de selos de todo o mundo. Charles Caldas, executivo-chefe do Merlin, disse em uma entrevista na sexta-feira (18) que seu acordo com o Myspace expirou há mais de um ano, e mesmo assim canções de mais de cem de seus selos --incluindo Beggars Group, Domino e Merge, três dos maiores independentes-- continuam disponíveis na rede social.

"É bom que Timberlake esteja lançando seu serviço nesta plataforma e agindo como um defensor dela", disse Caldas, "mas seus pares, por outro lado, estão sendo explorados como artistas --sem permissão e sem receber remuneração por isso".

Neda Azarfar, uma porta-voz do Myspace, disse que a empresa decidiu não renovar seu contrato com o Merlin e que, se canções de selos membros do grupo ainda estiverem no site, "elas provavelmente foram enviadas em uploads de usuários" e serão removidas se a gravadora solicitar.

A indústria como um todo tem apoiado o Myspace, que hoje é visto como um azarão. Para selos pequenos, porém, a situação de licenciamento traz lembranças do lançamento do primeiro serviço de música do site, o MySpace Music, em 2008, que fechou acordos com as grandes gravadoras, mas deixou as independentes de fora por mais de um ano.

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