Acusada por morte de universitária no Paraná é condenada a 19 anos de prisão

Talita Boros
Do UOL, em Curitiba

  • Álbum de família

    Louise Maeda foi encontrada morta 17 dias após sumir depois de sair do trabalho, em Curitiba

    Louise Maeda foi encontrada morta 17 dias após sumir depois de sair do trabalho, em Curitiba

A acusada pela morte da universitária Louise Maeda, em maio de 2011, em Curitiba, foi condenada a 19 anos de prisão na madrugada desta quarta-feira (7) em júri popular na 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital paranaense.

Márcia Nascimento foi condenada por homicídio triplamente qualificado e ocultação do cadáver. A acusada estava presa havia dois anos e dois meses e deve ter esse período reduzido do total da pena. O julgamento durou 12 horas.

Louise Maeda tinha 21 anos quando foi morta com dois tiros e teve o corpo arremessado de uma ponte. Ela trabalhava junto com Márcia numa iogurteria, no Shopping Mueller, em Curitiba, e havia denunciado furtos no caixa do estabelecimento.

A família ficou 18 dias sem notícias da jovem, até que o corpo foi encontrado em uma cava do rio Iguaçu. Ao todo, 12 testemunhas foram ouvidas.

Segundo o entendimento dos jurados, Márcia foi a mentora do crime e todas as qualificadoras apontadas pela denúncia do Ministério Público foram aceitas: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e que o assassinato foi cometido para assegurar que outro crime ficasse impune, no caso, o furto na iogurteria.

A advogada Andréa Tenório, que defende Márcia, foi procurada por telefone para comentar a sentença e revelar se pretende entrar com recurso, mas não atendeu às ligações da reportagem.

Outros dois acusados - Elvis de Souza, namorado de Márcia, e Fabiana Perpétua de Oliveira - ainda devem ser julgados, mas as datas não foram definidas.

O caso

Segundo as investigações da polícia, no início de maio de 2011, Louise descobriu irregularidades cometidas por Márcia e sugeriu aos proprietários da empresa que demitissem a funcionária.

No dia do crime, 31 de maio, Louise e Fabiana Perpétua de Oliveira - outra acusada pelo crime - deixaram juntas a iogurteria por volta das 22h30 para irem a um bar. Ainda de acordo com o inquérito, Márcia convenceu Fabiana a fazer o falso convite à vítima.

As duas entraram em um carro, em que Márcia e Elvis de Souza estavam. Eles seguiram para o bairro Campo de Santana, e Márcia simulou passar mal. Já do lado de fora, a vítima foi levada para um local isolado, executada com dois tiros e depois teve o corpo arremessado da ponte sobre o rio Iguaçu.

Um dia depois de o corpo da vítima ser encontrado, 18 dias após o crime, Márcia e a outra acusada foram presas. Na ocasião, a polícia afirmou que encontrou com Márcia R$ 2.400 e avaliou que o dinheiro era incompatível com a renda dela.

O namorado de Márcia, Elvis de Souza, ficou foragido por alguns dias e se entregou no dia 23 de junho. A mochila de Louise foi encontrada na casa dele. Durante a reconstituição do crime, o rapaz confessou, de acordo com a polícia, que atirou em Louise.


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