Reynaldo Gianecchini nega ser soropositivo e fala sobre sexualidade a revista

Do BOL, em São Paulo

  • Divulgação/Abrale

    Reynaldo Gianecchini posa para campanha da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia)

    Reynaldo Gianecchini posa para campanha da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia)

Um mês após receber alta, o ator Reynaldo Gianecchini deu entrevista para a revista "Época", na qual fala sobre a luta contra o câncer. O ator foi diagnosticado com um linfoma não Hodgkin em agosto do ano passado, passou por sessões de quimioterapia, foi submetido a um autotransplante e já comemora a recuperação. "A operação de medula para mim foi um renascimento", diz.

Gianecchini conta à publicação como funcionou o último tratamento: "Meu transplante foi nada mais que uma quimioterapia muito pesada. Eu sabia que seria duro, mas não tinha noção. É uma quimioterapia que mata sua medula, aí você toma suas células de novo, as que foram salvas e são sadias. E essas células vão se reproduzindo para formar uma nova medula. Foi o único momento de meu tratamento em que eu pensei, caramba, será que aguento isso? É muito penoso. Seu corpo inteiro, por dentro, fica em carne viva. Não para nada dentro. Você come, vomita, tem diarreia. Comer ainda está uma briga, porque eu não tenho apetite".

O galã explica também que buscou todas as informações possíveis sobre a doença. "Soube que era uma doença muito agressiva, mas que tinha um elemento positivo. Como ela é muito agressiva e sou muito jovem, podia entrar com um tratamento superagressivo e bater de frente. Um campo de batalha feroz, um tratamento muito intensivo, mas falei: 'Vamos lá!?'", afirmou.

Sobre os rumores de ser soropositivo, Gianecchini nega e relembra como surgiu a história: "Quando procurei o infectologista por causa da dor na garganta e dos gânglios, logo se espalhou o boato: O cara tem HIV. Nunca desmenti nada. Porque eu ficaria eternamente nesse jogo. Mas agora acho melhor falar, até por respeito às pessoas que gostam de mim e nem comentam comigo. Eu não poderia jamais fazer o tratamento agressivo que fiz se tivesse aids. Primeiro chequei todos os vírus, todas as bactérias, para depois chegar ao câncer. Por isso posso dizer com toda a alegria do meu coração para quem se preocupa realmente comigo: 'Eu não tenho aids'. Poderia mostrar um exame aqui, mas não é o caso. Já fui invadido com tantas mentiras absolutamente infundadas".

Questionado sobre a sua sexualidade, o ator resume em poucas palavras: "Cada um tem sua sexualidade. Nunca tive uma história com um homem, nunca fui casado com um homem, nunca tive um romance com um homem. Mas a sexualidade, ou a sedução, é outra coisa".

"A gente é sexual no dia a dia sem transar. Conheço amigos que seduzem homem, mulher, seduzem a porta. A gente é mais sensual nos trópicos. Mas essas coisas são muito íntimas e, no meu caso, sou tão discreto que, se a história está publicada numa revista como fofoca, pode ter certeza de que é mentira", concluiu.


 


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