13 curiosidades que talvez você não saiba sobre a cantora Elza Soares

Colaboração para o BOL

  • Divulgação/Rodrigo Braga

Um exemplo de força, resiliência e resistência, a cantora Elza Soares sabe como ninguém como reconhecer a queda e não desanimar. "Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima" a cada obstáculo que a vida lhe impõe.

Confira curiosidades sobre a vida e a carreira de Elza Gomes da Conceição, que completa 81 anos neste sábado (23/06/2018).


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Divulgação/TV Cultura
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Obrigada a se casar

Elza herdou o sobrenome Soares do primeiro marido, com quem foi obrigada a se casar pelo pai ainda aos 12 anos. Aos 13, engravidou pela primeira vez. Em entrevista para a TV Globo, ela afirmou que, mãe muito jovem, brincava ao mesmo tempo em que cuidava das crianças. Aos 21 anos, já havia se tornado viúva
Reprodução/UOL
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Vítima da fome

Dois filhos da cantora morreram na infância. Segundo ela, nem chegaram a ter nome, morreram de fome nos anos 1950. Aliás, foi na tentativa de conseguir dinheiro para salvar um deles, já doente, que se apresentou escondida pela primeira vez na Rádio Tupi. Sobre a fome, Elza revelou em entrevista para a Globo que, por vezes, precisou "espantar os urubus pra pegar o resto de comida que estava no lixo"
Reprodução
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Novela da vida real

Em uma história digna da novela "Senhora do Destino", Elza viu sua filha Dilma ser sequestrada por um casal de confiança, com quem deixava a menina para ir trabalhar. As duas se reencontraram anos depois, quando Dilma já era adulta
Folhapress
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Apresentação marcante

Aos 13 anos, Elza se apresentou pela primeira vez, escondida, na Rádio Tupi. Ela surgiu magra, com roupas remendadas por alfinetes e uma sandália da mãe. O visual provocou o deboche por parte do apresentador Ary Barroso que questionou o lugar de onde a garota tinha vindo, ao que ela respondeu: "Do planeta fome". Depois de cantar "Lama", de Aylce Chave e Paulo Marques, a jovem encantou a plateia e o locutor, que declarou: "Nesse exato momento, acaba de nascer uma estrela". Ele, no entanto, não estava tão certo assim, pois a família foi veementemente contra a carreira artística de Elza, que só conseguiu se dedicar à música depois da morte do primeiro marido, quando já tinha 21 anos
AP
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Convites especiais

Em 1962, foi convidada por um empresário uruguaio para cantar para a seleção brasileira de futebol. Na ocasião, ela conheceu Louis Armstrong, que ficou encantado com a voz de Elza e tentou persuadi-la a ir para os EUA. Na mesma época, a cantora conheceu o homem que mudaria o rumo de sua vida, o jogador de futebol Mané Garrincha, por quem se apaixonou
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Amante

Garrincha e Elza iniciaram um romance enquanto o jogador ainda era casado. A situação não foi bem vista pela sociedade da época e, além de ser acusada pela mídia de ter acabado com o relacionamento anterior do craque, ela sofreu preconceito e ataques hostis tanto na rua como de amigos do próprio marido. Em 1963, gravou a música "Eu Sou a Outra", o que causou ainda mais repercussão
Marcia Zoet/Folhapess
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Refugiada na Europa

Elza revelou em entrevista que a mansão em que morava com Garrincha no Rio foi metralhada durante a ditadura. O episódio fez com que ela e o jogador fugissem para a Itália. A cantora afirma que perdeu tudo na época, saindo do país apenas com uma mala. Foi também durante esse período, que, segundo Elza, Garrincha passou a beber muito mais
Antonio Duarte/Folha Imagem
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Bebida e violência

A volta do casal ao Brasil foi marcada pelo vício em álcool do jogador, que, em 1983, morreu de cirrose hepática. Em 1969, bêbado, ele causou o acidente que matou a mãe de Elza, Rosária, arremessada para fora do carro. Os problemas do casal não se resumiam à bebida, uma vez que Elza também era vítima de violência doméstica. "Vamos gritar nas horas ruins e gemer só na hora boa! As mulheres têm que denunciar", desabafou a cantora em entrevista para a revista "Quem" ao comentar sobre a música "Maria da Vila Matilde", que retrata a temática
Folhapress
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Divórcio

Elza e Garrincha se separaram em 1982. Um ano depois, ele morreu por conta do vício. "Foram 17 anos juntos. Hoje é chique ser mulher de jogador, é uma promessa de futuro. Mas, quando se faz por amor, a pessoa não se arrepende nunca. Não tenho mágoas, passado é passado. Passou! Eu vivo o agora. O futuro não sei", afirmou em entrevista para a revista "Quem" em 2016
Fábio Guinalz/Foto Arena
Fábio Guinalz/Foto Arena

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Afastada dos holofotes

Deprimida e no ostracismo, Elza passou a se apresentar esporadicamente e pensou em abandonar a carreira. Ela procurou Caetano Veloso e revelou que estava fazendo shows no circo e que pararia de cantar. Foi então que ele a convidou para gravar um dueto na música "Língua", em 1984, e ela nunca mais cogitou largar a atividade
Leonardo Soares/UOL
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Cicatriz permanente

No ano de 1986, morreu Garrinchinha, aos nove anos, em um acidente de carro. Ele era o único filho de Elza com o ex-jogador de futebol e o terceiro que ela se viu obrigada a velar. Além dos outros dois filhos que a cantora já tinha perdido anos antes, Elza viu Gilson falecer aos 59 anos, em 2015, vítima de complicações decorrentes de uma infecção urinária. "A única coisa do passado que ainda me machuca é a perda dos meus quatro filhos. O resto tiro de letra. Mas filho é uma ferida aberta que não cicatriza. Estará sempre presente"
Carla Carniel/AE
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Reconhecimento

Em 1999, Elza foi eleita pela BBC de Londres como a cantora brasileira do milênio. Em 2003, foi indicada ao Grammy Latino pelo trabalho "Do Cóccix ao Pescoço". Quatro anos depois, se emocionou ao cantar o Hino Nacional à capela na abertura dos Jogos Panamericanos no Rio. Porém, foi "A Mulher do Fim do Mundo", primeiro álbum só de inéditas lançado após mais de seis décadas de carreira, que se tornou seu trabalho mais premiado. Com ele, a cantora recebeu o Troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte, o Prêmio da Música Brasileira e o Grammy Latino de Melhor Álbum de MPB
Leonardo Soares/UOL
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Dificuldade de locomoção

Em 2014, Elza precisou passar por uma cirurgia na coluna para reparar os danos de uma queda do palco que sofreu no ano anterior. Desde então, ela se locomove com dificuldade a passos curtos e se apresenta sentada durante os shows

Bônus

"Deus é Mulher"

Este é o nome do mais novo álbum da cantora Elza Soares, lançado em 2018, que tem 11 músicas inéditas que falam sobre racismo, diversidade religiosa e representatividade política. Leia mais.