De sorvete a evitar morte: 10 invenções criadas por crianças e jovens

do BOL

Antes mesmo de se tornarem adultos, eles foram responsáveis por invenções que ou mudaram ou, com certeza, mudarão o mundo. Afinal, criar uma invenção que resolve um problema enfrentado por profissionais da medicina não é para qualquer um! Confira as mentes brilhantes e a criatividade juvenil aguçada por trás das idealizações a seguir:

Reprodução/Ppware
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Braille

Louis Braille perdeu a visão aos três anos. Aos 11, ele começou a estudar no Instituto de Cegos de Paris. Foi em 1827 que teve o primeiro contato com um sistema de pontos e furos, criado por um oficial do exército, que criou a iniciativa por medo de acender a luz durante a noite para ler. Louis gostou da ideia, fez algumas adaptações com pontos de relevo e publicou o trabalho em 1829
Reprodução/www.nbcwashington.com
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2

Prevenção contra morte em carros

Aos 10 anos, o jovem Bishop Curry, dos EUA, criou um aparelho chamado Oasis, um gadget inteligente que monitora a temperatura dentro de veículos. A ideia surgiu depois que o filho de um vizinho morreu, aos seis meses, por insolação ao ser deixado no carro. A peça, criada por Bishop, é colocada na cadeirinha e, ao atingir um determinado nível, solta um ar gelado e alerta pais e autoridades via antena, evitando também que a criança seja esquecida no veículo. Com o apoio do pai e um protótipo 3D da invenção, o garoto criou um fundo para arrecadar dinheiro por meio de um site de financiamento coletivo a fim de juntar 24 mil dólares para patentear e fabricar o aparelho. Atualmente, o financiamento já conseguiu arrecadar mais que o dobro da meta
Reprodução/Discovery Education
Reprodução/Discovery Education

3

Energia limpa e barata

A norte-americana Maanasa Mendu levou 25 mil dólares para casa no final do ano passado ao vencer um concurso de jovens talentos com sua invenção, que consiste em um aparelho que permite criar energia renovável ao custo aproximado de 16 reais. O equipamento, chamado de "Harvest", usa uma espécie de folha solar que capta a energia presente ao nosso redor, seja no vento, no sol ou em outros elementos naturais, transformando em energia elétrica limpa graças a pequenas células solares. "Todos os anos, a minha família, que é indiana, tem que conviver com apagões recorrentes. Para mim, isso significa não ter acesso temporariamente ao ar-condicionado ou à eletricidade. Mas, para mais de um quinto da população mundial, os apagões são uma realidade permanente. O que realmente me motivou foi criar um dispositivo que poderia impactar o mundo", revelou a jovem à BBC. A ideia de Maanasa é usar o dinheiro do prêmio para transformar seu protótipo, até então rudimentar, em algo mais complexo e que possa ser comercializado
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

4

Monitor cardíaco para sonâmbulos

Aluna de uma escola pública de São Paulo, Nathália Souza de Oliveira, de 17 anos, idealizou e desenvolveu com a ajuda dos professores um monitor cardíaco para pessoas com sonambulismo, que pode ajudar a evitar acidentes domésticos. "Eu sempre quis fazer algo na área de medicina, especialmente em neurologia. Pesquisando, vi que o sonambulismo não é tratado como doença, mas pode causar acidentes. Pensei em criar algo que ajudasse a fazer com que esses acidentes não acontecessem mais", contou a jovem em entrevista à BBC Brasil. Ela explicou ainda que os batimentos cardíacos de um sonâmbulo são semelhantes aos de alguém que está acordado, logo, ao usar o dispositivo como uma pulseira, é possível detectar quando o estado de distúrbio se inicia e enviar um aviso para alguém próximo. Ela ainda fez questão de revelar que sua inspiração foi outra estudante brasileira, Georgia Gabriela Sampaio, que aos 19 anos teve seu projeto para diagnóstico de endometriose selecionado por um concurso na Universidade de Harvard, nos EUA
Reprodução/Delish Ice
Reprodução/Delish Ice

5

Picolé

Quem não ama um sorvete no palito? Aos 11 anos de idade, Frank Epperson, dos EUA, descobriu essa iguaria por acaso. Em uma noite particularmente fria de 1905, ele esqueceu um copo de suco com uma colher no quintal. No dia seguinte, ele percebeu que estava diante de uma espécie de gelo com sabor. Aos 18 anos, ele resolveu mostrar para todo mundo sua invenção durante uma festa. O sucesso foi tanto, que o jovem resolveu comercializar sua criação. Algum tempo depois, Frank garantiu a patente e vendeu os direitos para uma companhia de Nova York
Reprodução/Google sr patents
Reprodução/Google sr patents

6

Capacete que protege a coluna

Em 2004, foi feita a patente para a invenção de um garoto de 13 anos, Jay McNeil, que criou um capacete para jogadores de hockey com o objetivo de proteger a coluna deles durante os jogos. A ideia é usar pistões hidráulicos que são conectados ao capacete por meio das ombreiras. Se o jogador sobre um impacto, a válvula se fecha, evitando que os pistões se movam e transferindo toda a energia para os ombros. Com isso, o pescoço não sofre qualquer perturbação. Apesar de não ser usado por jogadores profissionais, a invenção ganhou grande destaque
Reprodução/Go fund me
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7

Detector de sapatos

Em 2003, o então jovem escoteiro de 15 anos Josh Pflger criou um dispositivo de segurança que consiste basicamente em um detector de metais dentro de uma caixa, na qual os viajantes precisam pisar antes de atingirem os portões de segurança. A invenção diminuiu as filas dos procedimentos de segurança nos aeroportos em que é utilizada, uma vez que poupa o público de retirar o sapato a fim de mandá-lo para averiguação pela máquina de raio-X. Rapidamente, o aeroporto de Chicago aderiu a ideia do adolescente, que, na verdade, só estava tentando cumprir requisitos e melhorar seu desempenho como escoteiro. A invenção de Josh fez bastante sucesso na época; ele apareceu em vários veículos da mídia e ficou feliz porque o esforço, que contou com a ajuda do pai e de amigos em mais de 120 horas de trabalho, tenha dado um resultado tão positivo
Reprodução/Daily Mail
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8

Mochila especial

Kylie Simonds teve um tipo raro de câncer. Ela venceu a doença, mas não se esqueceu dos desafios enfrentados e, três anos depois, para uma atividade escolar, apresentou o projeto de uma mochila para pacientes em tratamento intravenoso. "Muitas crianças que recebem quimioterapia não estão presas a uma cama de hospital. Elas podem se mexer, brincar e até dançar. Era o meu caso. Mas era preciso carregar um suporte grande e pesado, em que fica presa a medicação", revelou ao Daily Mail em 2014, ano em que criou um fundo em site de financiamento coletivo a fim de produzir sua invenção, criada com a ajuda do pai para que crianças pudessem carregar a bolsa de quimioterapia e o restante do equipamento. A patente foi feita sem custos após a mochila receber quatro prêmios em uma convenção indicada pelos professores da garota. O sonho de Kylie é que a mochila seja usada em hospitais pelo mundo todo e melhore a qualidade de vida de crianças em tratamento
Reprodução/Koin
Reprodução/Koin

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Ataduras que notificam

Aos 13 anos, Anushka Naiknaware, dos EUA, virou celebridade internacional em outubro do ano passado ao tornar-se uma das cinco finalistas do concurso de ciências Google-run. A invenção dela pode parecer simples, mas, na verdade, representa um grande avanço para um problema antigo da medicina. A garota criou ataduras que notificam os profissionais da área da saúde quando precisam ser trocadas. A ideia é que os curativos precisam ser umedecidos para que os ferimentos cicatrizem mais depressa, no entanto, ficar mexendo neles pode acabar agravando a lesão. A invenção de Anushka usa nanopartículas de grafeno e tinta para fazer com que as bandagens mostrem padrões fractais quando o nível de umidade cai, de forma que médicos e enfermeiros possam fazer trocas sem impor qualquer risco ao paciente. A criação fez com que a jovem faturasse o prêmio Lego Education Builder, recebendo uma bolsa de 15 mil dólares, uma viagem ao quartel-general da Lego, na Dinamarca, e uma orientação com executivos da empresa sobre empreendedorismo
Reprodução/Sohu
Reprodução/Sohu

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Sutiã que detecta câncer

O jovem mexicano Julian Rios Cantu, 18, é CEO e co-fundador da Higia Technologies e, no início deste ano, foi premiado no Global Student Entrepreneur Awards por sua invenção, chamada Eva, um sutiã que ajuda a detectar o câncer de mama em estágio inicial. A ideia não surgiu de uma hora para outra na vida do rapaz. "Quando eu tinha 13 anos, minha mãe foi diagnosticada pela segunda vez com câncer de mama. O tumor foi das dimensão de um grão de arroz para uma bola de golfe em menos de seis meses. O diagnóstico veio tarde demais e minha mãe perdeu os dois seios e quase a vida também", revelou em um vídeo da companhia. O sutiã tem sensores táteis que conseguem mapear a superfície da mama, monitorando temperatura, cor e textura. Os dados são armazenados e podem ser conferidos pelos próprios usuários por meio de um aplicativo. "Quando há um tumor no peito, há mais sangue, mais calor, assim há mudanças na temperatura e na textura. Vamos conseguir te dizer 'neste quadrante há mudanças drásticas de temperatura'. Se vemos uma mudança persistente, recomendamos que você vá ao médico", explicou o estudante. Apesar de ainda ser um protótipo, a invenção vem ganhando bastante visibilidade e já foi comemorada até pelo presidente do México no Twitter. A previsão é de que a invenção seja certificada para uso em dois anos