Déjà vu? Clichês que se repetem nas novelas de cada autor

do BOL

Só de ouvir o nome de alguns autores de novelas, já conseguimos imaginar toda uma trama em nossa mente. Com estilos específicos, eles estabelecem fórmulas que deram certo e se repetem ao longo de seus trabalhos. Você duvida? Confira como "nada se perde, tudo se transforma" nas mãos no autores a seguir.

Reprodução/India a love story
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1

Glória Perez

Cheia de amigos, a autora tem atores com quem gosta de trabalhar. Em "A Força do Querer", seu mais recente trabalho, Glória escalou uma série de pessoas com quem já havia trabalhado, como Juliana Paes, Elizângela, Edson Celulari, Rodrigo Lombardi, Raul Gazolla, Humberto Martins e Carla Diaz. A autora é bastante conhecida por incluir a diversidade dos países em suas tramas, seja Marrocos, México, Turquia, Romênia ou o próprio Brasil, a cultura local é sempre exaltada. A mocinha, por sua vez, é sempre uma mulher trabalhadora, parte ingênua, parte rebelde, que com suas ações inconsequentes acaba abrindo mão de um amor e entrando em uma fria para realizar um sonho. Não é incomum que haja dois mocinhos nas tramas, sendo um deles fraco, inseguro e indeciso, sem grande química com a mocinha, e que no final é trocado pelo outro. Você também pode sempre contar com um casal em crise, uma turma que sempre está fofocando e se metendo na vida alheia, muitas participações especiais, principalmente musicais, e temas sociais diferentes a cada novela, como doação de órgãos, tráfico humano, crianças desaparecidas, esquizofrenia, transição de gênero, entre outros
Reprodução/TV Globo
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2

Manoel Carlos

Falou em Maneco, falou em Helena! Mas não é apenas o nome da protagonista que se repete. Um médico chamado Dr. Moretti também não faltará. O autor não esconde a predileção por algumas outras alcunhas que de tempos em tempos voltam a aparecer em suas tramas, como Clara, Fernanda, Rafaela, Marcos, Teresa e Luciana. Além disso, ter dinheiro é fundamental. As famílias de classe média alta estão sempre expondo seus dramas em meio às casas em bairros como o Leblon ou Copacabana, enquanto aproveitam a praia e as belezas do Rio de Janeiro, e nunca as empregadas foram tão amigas das patroas. A trilha sonora certamente contará com muita bossa nova e a abertura provavelmente será uma obra de Tom Jobim. O autor gosta de dar enfoque nas pequenas ações cotidianas de seus personagens. Então, assim como em um reality show, você fica por dentro dos hábitos de cada um. Maneco abre espaço para o debate sobre preconceito, seja ele racial, contra idosos ou contra pessoas com síndrome de Down e, de forma didática, ele também aborda diversas doenças, como câncer, aids, alcoolismo etc
Reprodução/Resumo Novelas TV
Reprodução/Resumo Novelas TV

3

Walcyr Carrasco

O autor baseia suas histórias em um núcleo de fazenda, guerra de comida, animais de estimação nada comuns (burro em "Êta Mundo Bom", galinha em "O Cravo e a Rosa" e pata em "Alma Gêmea", por exemplo), gente caindo ou sendo jogada no chiqueiro, Flávia Alessandra fazendo algum papel ("Alma Gêmea", "Caras & Bocas", "Morde & Assopra" e "Êta Mundo Bom") e um protagonista ingênuo sempre passado para trás pelo vilão e seus comparsas que só pensam em enriquecer por meio de golpes. Anotou a fórmula? Se tiver alguma dúvida de como aplicá-la, basta assistir alguma das novelas do autor, como "O Cravo e a Rosa", "Chocolate com Pimenta", "Alma Gêmea", "A Padroeira", entre outras
Divulgação/TV Globo
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4

Aguinaldo Silva

Alguém foi jogado da escada? As chances de a cena ter sido escrita por Aguinaldo Silva não são poucas, vide "Senhora do Destino" e "Império". A família principal de suas tramas costuma ter um negócio, geralmente construído pelo trabalho de um membro da família que não tinha nada e fez tudo do zero, como a loja de material de construção de Maria do Carmo em "Senhora do Destino" ou a joalheria do comendador em "Império". A trama começa muitos anos antes, mas se desenvolve mesmo na segunda fase depois de uma boa e velha passagem de tempo. Um mote batido nos trabalhos de Aguinaldo é a vingança. Quer exemplos? Em "Tieta", a protagonista volta para a cidade com a intenção de dar o troco em todo mundo; em "Fera Ferida", é Raimundo Flamel que está de volta à cidade para vingar a família; já Lúcia Helena é a vingadora da vez em "A Indomada" e por aí vai
Reprodução/Programa Atualize
Reprodução/Programa Atualize

5

Benedito Ruy Barbosa

Ele claramente tem uma quedinha pelas histórias italianas, sendo o autor principal de "Terra Nostra", "O Rei do Gado" (quem não lembra da rixa Mezenga x Berdinazzi?) e "Esperança" (que começou a ser escrita por ele, mas terminou nas mãos de Walcyr Carrasco). Temas rurais também fazem a cabeça do autor, que, de certa forma, mantém personagens de tipos marcantes, como violeiro, peão, matador, bobalhão e místico, algumas vezes com pacto com o "coisa ruim". Com tramas que fazem sucesso com o público, ele ainda adapta e relança as próprias novelas em novas versões. São dele os folhetins "Velho Chico", "Meu Pedacinho de Chão", "Sinhá Moça", "Cabocla" e "Renascer", por exemplo
Reprodução/Lost und found in translation
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6

Gilberto Braga

Fã de mistérios, o autor adora usar o recurso "quem matou?" para chamar a atenção da audiência. Depois de Odete Roitman, personagem escrita por ele para "Vale Tudo", o mesmo tipo de suspense sobre uma morte misteriosa se instalou nas tramas "Força de um Desejo", com o Barão Henrique Sobral; "Celebridade", após a morte de Lineu Vasconcelos; "Paraíso Tropical", em que a pergunta era "quem matou Taís?"; "Insensato Coração" com o assassinato de Norma e ainda "Babilônia", cujo morto da vez foi Murilo. O autor já recebeu até uma alfinetada do colega Aguinaldo Silva por conta da fórmula usada. "Não gosto muito. Funciona sempre, mas a gente acaba sendo preguiçoso quando faz isso", disse ao site "Na Telinha" Leia mais
Reprodução/Astros em Revista/Blogger
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7

Walther Negrão

Se você curte pesca, adora o contato com a natureza e quer ver um barquinho navegando por aí, confira algumas das tramas do autor. Entre "Sol Nascente", "Flor do Caribe" e "Araguaia", muitos casais melosos, vilões exagerados e por diversas vezes o ator Herson Capri - marcando presença