Febre amarela: 9 tópicos para esclarecer suas dúvidas

do BOL

Depois de a terceira morte em decorrência da febre amarela ter sido confirmada, o governo de São Paulo resolveu ampliar a vacinação contra a doença para todo o Estado. Além disso, o Ministério da Saúde divulgou, na última terça-feira (9), estratégias de campanha de vacinação para conter o vírus em outros dois Estados, Rio de Janeiro e Bahia, além de São Paulo.
 
Desde o começo de 2017, foram confirmados 27 casos de pessoas infectadas pela doença e ao menos 12 mortes causadas por febre amarela silvestre no Estado de São Paulo, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde.

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Fiocruz
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Transmissão do vírus

A febre amarela é classificada como uma doença infecciosa grave, porém vale ressaltar que a doença não passa de uma pessoa para outra. O vírus é transmitido por meio da picada de mosquitos transmissores infectados. Entre os sintomas, cujos primeiros aparecem de 3 a 6 dias depois da infecção, estão calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Enquanto na maior parte dos pacientes, os sintomas começam a perder a intensidade a partir do terceiro ou quarto dia de infecção, para alguns, a doença acaba entrando na fase tóxica
Roberto Costa/A7 Press/Estadão Conteúdo
Roberto Costa/A7 Press/Estadão Conteúdo

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Morte

Cerca de 10% das pessoas infectadas desenvolvem a forma grave da doença. Isso significa que depois de uma breve melhora, a febre reaparece e os sintomas se agravam, com hemorragia, insuficiência hepática, insuficiência renal, o aparecimento da cor amarelada na pele e no branco dos olhos. Alguns pacientes apresentam vômito com sangue. Dos pacientes que desenvolvem a forma grave da doença, cerca de 50% morrem em um período de 10 a 14 dias
Folhapress
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Tratamento

Segundo especialistas, não há um tratamento específico para a febre amarela. Portanto, a medida mais eficaz contra a doença é mesmo a vacinação, cujo objetivo é evitar a contaminação
Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo
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Como a vacina funciona?

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o esquema de vacinação será feito por dose única, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina atual dura por toda a vida, no entanto, a ideia é, a partir de fevereiro, aplicar doses fracionadas em todos os municípios paulistas. Essa versão fracionada, contudo, protege por até nove anos
Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo
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Quem deve tomar a vacina?

A vacina é recomendada para quem mora ou frequenta uma área endêmica ou pretende viajar para algum dos 20 Estados ou Distrito Federal, que sofrem com a circulação do vírus. De acordo com o portal do Ministério da Saúde, a forma padrão da vacina pode ser tomada por crianças entre 9 meses e 2 anos, pessoas com condições clínicas especiais (com HIV/Aids, no final do tratamento de quimioterapia, entre outras), gestantes e viajantes internacionais (mediante apresentação do comprovante de viagem). Já a vacinação fracionada é indicada para crianças apenas a partir dos 2 anos de idade. No caso dos idosos com mais de 60 anos, a aplicação deverá ser feita depois de avaliação dos serviços de saúde. Além disso, a vacinação impede a doação de sangue por um período de quatro semanas
Mastrangelo Reino-10.nov.2016/Folhapress
Mastrangelo Reino-10.nov.2016/Folhapress

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Quem não pode tomar a vacina?

Na forma fracionada, a imunização não é indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico ou com corticoides em doses elevadas, como no caso, por exemplo, dos portadores de Lúpus. A vacina também é contraindicada para pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo
Ricardo Borges/Folhapress
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Quando tomar?

A vacina já está disponível, porém devido ao aumento da demanda por vacinação, a solução encontrada foi oferecer uma versão fracionada, com um décimo da composição usada na aplicação integral. A ideia é promover uma campanha de período curto para concentrar a vacinação e aplicar doses fracionadas para imunizar toda a população do Estado de São Paulo (entre os dias 3 e 24 de fevereiro), além de habitantes de municípios do Rio de Janeiro e da Bahia (entre 19 de fevereiro e 9 de março)
Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo
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Onde se vacinar?

No Estado de São Paulo, a campanha de vacinação abrange as zonas Norte, Oeste e Sul da capital paulista, assim como as regiões do Alto Tietê, Osasco e Jundiaí. Diversos postos de saúde oferecem a vacina gratuitamente, basta levar o cartão de vacinação. Para além do Estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia também contarão com a campanha de vacinação de dose fracionada, totalizando 76 municípios a serem imunizados entre fevereiro e março deste ano, a fim de evitar a expansão do vírus para outras áreas. Os municípios que receberão a campanha foram escolhidos pelos governos estaduais. A prioridade, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, é iniciar o processo de vacinação ampliada pelas áreas de maior risco de infecção e ir para as regiões em que o vírus pode chegar
Ale Frata/ Frame/ Estadão Conteúdo
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Precauções

Além das vacinas, outra medida preventiva tomada foi o fechamento de parques desde outubro de 2017, após a morte de macacos em decorrência da doença. Três deles, na região metropolitana de São Paulo, foram reabertos na última quarta (10), mas a recomendação para quem vai visitar áreas próximas a esses locais é de que use repelente, manga comprida e, claro, tome a vacina