Dez livros acusados de inspirar tragédias e mortes

Colaboração para o BOL

Cuidado! A morte pode estar à espreita na próxima página. Confira leituras que inspiraram atentados, mortes e seitas e que mostram que realidade e ficção podem estar mais ligadas do que gostaríamos.


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Reprodução/disgustingmen
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"O Agente Secreto", de Joseph Conrad

O livro publicado em setembro de 1907 foi lido e relido - pelo menos 12 vezes - por ninguém menos que Ted Kaczynski, o Unabomber (foto), um dos terroristas mais conhecidos da história. O menino prodígio tornou-se um matemático brilhante e o autor de uma série de atentados que levaram três pessoas à morte e feriram outras 23, resultando em uma condenação de quatro prisões perpétuas. A obra que o inspirou retrata justamente a história de um químico talentoso que abandona o emprego por se sentir maltratado no instituto de pesquisa em que trabalhava e se isola em um quarto, com o objetivo de conceber uma bomba que poderia destruir um símbolo da ciência. Ted, que passou a viver recluso em uma cabana, enviava cartas-bombas para cientistas, universidades e companhias aéreas
Reprodução/Good Reads
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2

"The Fashionable Adventures of Joshua Craig", de David Graham Phillips

O livro de 1908 acabou causando um crime, cuja vítima foi o próprio autor (foto). Phillips acabou assassinado por Fitzhugh Coyle Goldsborough com seis tiros. O autor do crime acreditava que uma das personagens da obra de ficção difamava a sua irmã. Depois de balear o rival, o homem se matou com um tirou na boca
Divulgação
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3

"O Apanhador no Campo de Centeio", de J.D. Salinger

Publicada em 1951, o livro não faz apologia à violência, mas tornou-se uma das obras mais polêmicas da literatura por, aparentemente, ter desencadeado uma série de mortes. Além de ser acusado de influenciar suicídios, o livro teria inspirado Mark Chapman a matar John Lennon (foto), por ter sido encontrado pela polícia enquanto lia o conteúdo. Quem também tinha um exemplar em casa era John Hinckley Jr., o homem que atirou no presidente americano Ronald Reagan para, supostamente, chamar a atenção da atriz Jodie Foster
Reprodução/UOL
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4

"Laranja Mecânica", de Anthony Burgess

O livro foi publicado pela primeira vez em 1962 e ganhou a famosa versão cinematográfica (foto) nove anos depois. Aliás, foi justamente depois do filme que a onda de violência, supostamente, influenciada pela obra ganhou força. Um morador de rua foi brutalmente espancado por um grupo de jovens, uma garota foi estuprada por uma gangue e um rapaz acabou esfaqueado por outro, que vestia roupas similares ao personagem principal, em pressupostas cópias da produção. Inicialmente, espalhou-se um boato de que o filme teria sido proibido no Reino Unido por conta de toda a polêmica, mas o que de fato aconteceu é que o cineasta Stanley Kubrick ficou tão irritado com as críticas e as acusações de "promover a violência", que resolveu impedir a exibição do filme de 1973 até sua morte, em 1999. Isso fez com que os britânicos buscassem versões em VHS importadas de outros países
Reprodução/aminoapps
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5

"O Colecionador", de John Fowles

O livro de 1963 também ganhou uma versão para os cinemas (foto), em 1965. A obra conta a história de Frederick Clegg, que, obcecado por Miranda e sem a coragem de se aproximar dela, resolve sequestrá-la, mantendo-a como sua prisioneira. Em 1985, Leonard Lake, assumidamente fã da obra, sequestrou os adolescentes Allen e Brenda, torturando e estuprando os jovens com a ajuda de seu amigo Charles Ng, no que chamava de "Operação Miranda". De acordo com investigações posteriores, apenas entre 1982 e 1985, a dupla teria enclausurado e matado outras 25 pessoas. A história teria inspirado ainda o assassino em série Christopher Wilder, que matou oito mulheres na década de 1980, e Robert Bandella, o Açougueiro do Kansas, que assassinou seis homens entre 1984 e 1987
AP
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6

"Fúria", de Stephen King

O livro, escrito em 1966 e publicado em 1977, inspirou tantas tragédias que o próprio autor (foto), que publicou o livro sob o pseudônimo de Richard Bachman, proibiu a publicação. Por conta disso, a obra acabou tornando-se artigo raro. Em 1988, Jeffrey Lyne Cox usou um rifle para manter os alunos de uma sala de aula reféns, exigindo pizzas, 1 milhão de dólares e um voo para o Brasil. Em 1996, foi a vez de outro jovem, chamado Barry, matar três colegas e fazer os demais de reféns para depois ser encontrado na posse de um exemplar da obra. Da mesma forma, no ano seguinte, Michael Carneal estava com uma edição, quando matou três pessoas de seu grupo de oração na escola
Reprodução/criminalminds.wikia
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7

Série "Fundação", de Isaac Asimov

A trilogia clássica teria sido a influência para que Shoko Asahara (foto) criasse, em 1984, a seita japonesa Aum Shinrikyo (Verdade Suprema) que matou 13 pessoas e feriu mais de cinco mil em um ataque terrorista. Ele foi executado em julho de 2018 no Japão
Reprodução/BBC
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8

"A Rainha dos Condenados", de Anne Rice

A obra de 1990 inspirou diversos filmes, mas não foi só isso. Depois de assistir a uma das versões cinematográficas que tiveram o livro como base, Allan Menzies (foto) assassinou o amigo, Thomas Mackendrick. O assassino além de esfaquear o outro até a morte, bebeu seu sangue e comeu parte de seu cérebro alegando que a personagem Akasha, a rainha dos condenados, havia lhe prometido uma segunda vida, como vampiro
Reprodução/inkrculture
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9

"American Psycho", de Bret Easton Ellis

O livro foi publicado em 1991, em 2000, foi lançado o filme. Quatro anos depois, o até então pacato adolescente Michael Hernandez (foto - já na idade adulta) resolveu comemorar o aniversário de 14 anos de maneira macabra. Ele planejou o assassinato da própria irmã e mais dois amigos. A ação começou quando ele chamou os dois garotos para irem ao banheiro com o pretexto de mostrar alguma coisa. Apenas um deles aceitou e foi esfaqueado até a morte. Enquanto tentava esconder as evidências, o assassino foi flagrado e capturado. Durante as investigações, Hernandez impressionou por sua meticulosidade em planejar o crime
Reprodução/Observatório do Cinema/UOL
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10

Série "Goosebumps", de R.L. Stine

Inspirado pelo conjunto da obra, voltada para o público juvenil, em 1996, Martyn Briant teria matado 35 pessoas em um massacre na Austrália. Em 2015, a versão da história ganhou vida nos cinemas