Martinho da Vila é o intérprete de samba mais querido no BOL; veja o top 10

do BOL, em São Paulo

Martinho da Vila foi eleito o intérprete mais querido pelo público do BOL em uma pesquisa realizada sobre o samba preferido dos internautas.

Em um formulário divulgado no portal, os internautas informavam espontaneamente qual era seu samba preferido e na voz de qual intérprete. Martinho foi o sambista mais citado, com diferentes canções, como "Aquarela Brasileira", "Mulheres", "Disritmia" e "O Pequeno Burguês".

Já ao considerar apenas uma canção, Martinho aparece em terceiro lugar no ranking, com "Aquarela Brasileira", um samba-enredo feito para a escola de samba Império Serrano na autoria de Silas de Oliveira, com uma bela letra em homenagem ao nosso país. Na mesma pesquisa, o samba campeão entre os internautas foi "Foi um Rio Que Passou em Minha Vida", de Paulinho da Viola.

O ranking de intérpretes traz ainda outros nomes consagrados, como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Alcione.

Marcos Pinto/BOL
Marcos Pinto/BOL

1

Martinho da Vila

No topo da lista dos maiores intérpretes de samba segundo o público do BOL, Martinho da Vila foi o primeiro sambista a bater a marca de um milhão de cópias com o disco "Tá delícia, Tá gostoso", lançado em 1995. O apelido vem da década de 60, quando Martinho José Ferreira foi "rebatizado" como Martinho da Vila por conta de seu amor e envolvimento com a escola de samba carioca Unidos de Vila Isabel.
Reprodução
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2

Fundo de Quintal

O grupo que surgiu a partir do bloco carnavalesco carioca Cacique de Ramos marca gerações de amantes de samba desde a década de 70. A formação atual conta com Ademir Batera, Bira Presidente, Ronaldinho do Banjo, Sereno e Ubirany, que eternizam sucessos históricos como "A Amizade", "A Batucada dos Nossos Tantãs", "Fada" e "Sem Segredo".
Ricardo Borges/Folhapress
Ricardo Borges/Folhapress

3

Zeca Pagodinho

Jessé Gomes da Silva Filho é um dos figurões do samba mais renomados da atualidade. Já foi feirante, camelô, office-boy, anotador de jogo do bicho e, no início dos anos 80, começou a se firmar como sambista, fazendo seus primeiros versos. A primeira música gravada foi "Amargura". Tem mais de 20 discos, uma coleção de hits que estouraram nas rádios e fãs espalhados por todo o país.
Divulgação
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5

Beth Carvalho

O samba não seria o mesmo sem a voz da sambista carioca nas músicas "Andança", "Vou Festejar", "Coisinha do Pai" e outras. Em sua biografia oficial, Beth é relembrada com um carreira premiada e números grandiosos em sua trajetória artística: tem 34 discos, 5 DVDs lançados, já recebeu seis Prêmios Sharp, 17 discos de ouro, nove de platina, dois DVDs de platina, além de centenas de troféus e premiações.
Marcos Hermes/Divulgação
Marcos Hermes/Divulgação

6

Alcione

O nome Alcione veio da inspiração por uma personagem de um romance espírita lido por seu pai. Em 75, quando "Marrom" gravou "Não Deixe o Samba Morrer" no disco "A Voz do Samba", a canção ficou 22 semanas em 1º lugar nas rádios e foi regravada em diversos idiomas, como francês, italiano, japonês e hebraico. Em 2015, Alcione ganhou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Cantora de Samba.
Reprodução
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7

João Nogueira

Filho de músico profissional, o sambista carioca começou a compor aos 15 anos de idade, fazendo sambas para o bloco carnavalesco Labareda. Em 79, fundou o Clube do Samba em sua própria casa, um reduto que reunia bambas como Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Clementina de Jesus e Ivone Lara para reacender o samba do Rio. Pai do também sambista Diogo Nogueira, João morreu em 2000 após um infarto fulminante.
Marcos Hermes
Marcos Hermes

8

Jorge Aragão

Na década de 70, integrou o bloco carnavalesco do Rio Cacique de Ramos e fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal, participando apenas do 1º disco do grupo. Em carreira solo, Jorge Aragão compôs músicas que também ficaram famosas da voz de outros sambistas, como "Vou Festejar", "Coisinha do Pai", "Coisa de Pele" e "Eu e Você Sempre". No ano do Centenário do Samba, Jorge Aragão completa 40 anos de carreira.
Rodrigo Paiva/Folhapress
Rodrigo Paiva/Folhapress

9

Demônios da Garoa

Inicialmente "Grupo do Luar", a banda paulistana (com Arnaldo Rosa, Antonio e Benedito Espanha, Zezinho, Vicente e Bruno Michelucci) tornou-se "Demônios da Garoa" após um concurso de uma rádio. O grupo carrega "Trem das Onze", "Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto" como alguns dos sucessos de público. Em 1994, entrou para o "Guinness Book" como o "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade".
Reprodução
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10

Clara Nunes

A morte de uma das maiores intérpretes brasileiras, em 1983, não deixou que ela ficasse esquecida no tempo. Clara foi a primeira cantora a vender mais de 100 mil discos no país. Morreu aos 40 anos de idade, por insuficiência cardíaca, no auge da carreira. Clara passeou pela MPB, bolero e, claro, pelo samba! Em sua voz, ficaram inesquecíveis clássicos como "Cantos das Três Raças", "O Mar Serenou" e "Juízo Final".