Nem todas as cadeias são iguais: conheça 9 prisões "modelos" pelo mundo

Do BOL, em São Paulo

Segundo relatório da World Prison Brief (Resumo sobre Prisões no Mundo), publicado em setembro de 2018, a população carcerária no mundo aumentou em 386.500 (3,7%) entre 2015 e 2018. O relatório também mostra que mais de 10,74 milhões de pessoas são mantidas em instituições penais ao redor do mundo. 

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Mas, em alguns lugares, as cadeias e o tratamento aos presos são muito diferentes das cenas degradantes associadas ao sistema carcerário. Conheça a seguir algumas prisões, que variam de baixa segurança a segurança máxima, consideradas "modelos" na recuperação de pessoas que cometeram crimes.

Montagem BOL
Montagem BOL

Prisão de Aranjuez, Aranjuez, Espanha

O centro penitenciário de 1.008 lugares divididos em 14 módulos entrou para a história como a primeira prisão na Espanha com um módulo familiar, projetado para acomodar casais de internos para que possam conviver com seus filhos menores de três anos de idade. As salas, segundo o jornal espanhol ABC, têm personagens da Disney nas paredes, uma creche e um parquinho, com o objetivo de evitar que as crianças percebam a situação real dos pais
Reprodução/Grapevine News
Reprodução/Grapevine News

Prisão de Luzira, Kampala, Uganda

Em Luzira, os detentos recebem mais funções do que se estivessem em prisões similares no Reino Unido ou nos EUA. Os reclusos assumem a responsabilidade pela manutenção da harmonia e funcionalidade das unidades onde vivem, incluindo o cultivo e a colheita de alimentos, a sua preparação e a sua distribuição dentro da prisão. Segundo o The Guardian, a taxa de reincidência em Luzira é inferior a 30%, em comparação com 46% no Reino Unido e 76% nos Estados Unidos
Divulgação
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Prisão de Bastøy, Horten, Noruega

A prisão de Bastøy está localizada na ilha de Bastøy, pertencente ao município norueguês de Horten. A prisão usa toda a ilha, mas a parte norte, com a praia de Nordbukta, é definida como aberta ao público. A prisão é organizada como uma pequena comunidade local com cerca de 80 edifícios, estradas, zonas de praia, paisagem cultural, campo de futebol, terras agrícolas e floresta. Além das funções da prisão, há uma loja, biblioteca, escritório de informações, serviços de saúde, igreja, escola e serviço de balsas (com sua própria agência de navegação). Na ilha, os prisioneiros, alguns dos quais são assassinos e estupradores, vivem em condições "confortáveis" e "luxuosas", segundo reportagem da CNN
REUTERS
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Prisão de Halden, Halden, Noruega

Uma prisão de segurança máxima localizada em Halden, na Noruega, é conhecida por seu "luxo". São três unidades principais que recebem prisioneiros de todo o mundo, mas não há dispositivos de segurança convencionais, como policiais armados e câmeras de vigilância. Criada em 2010 com foco na reabilitação, seu design simula a vida fora da prisão. Entre atividades alternativas, como esportes e música, os prisioneiros interagem com os policiais desarmados para criar um senso de comunidade, como diz reportagem da BBC. Louvada por suas condições humanas, a Prisão Halden recebeu o Prêmio Arnstein Arneberg por seu design de interiores em 2010 e foi objeto de um documentário da BBC
Reprodução/Washington Times
Reprodução/Washington Times

Prisão de Onomichi, Onomichi, Japão

No Japão, enquanto a população continua envelhecendo, as prisões recebem cada vez mais pessoas idosas. A prisão de Onomichi, por exemplo, abriga apenas prisioneiros idosos. Segundo reportagem do The Guardian, os presos têm acesso a corrimãos, comidas mais macias e passam suas horas de trabalho tricotando e costurando. De acordo com a mesma reportagem, quase todos os presos de Onomichi têm sua própria cela, uma sala de 3,6 metros com piso de tatame, TV, escrivaninha, pia e toalete. Seus objetos pessoais, principalmente livros e retratos, são guardados em malas trancadas sempre que não estão em suas celas
Reprodução/Sivilombudsmannen
Reprodução/Sivilombudsmannen

Prisão de Norgerhaven, Veenhuizen, Holanda

Em 2015, a Noruega enviou um grupo de presos para a prisão de Norgerhaven, na Holanda, porque suas próprias prisões estavam cheias demais. Na Holanda, acontece o oposto: as prisões têm vagas sobrando. Em Norgerhaven, o tratamento com os presos é diferente. Os que cumprem penas longas podem plantar verduras no jardim, criar galinhas, cozinhar e aproveitar o ambiente pastoral de suas celas, segundo reportagem do The Guardian
Reprodução/Buggtimes
Reprodução/Buggtimes

HMP Addiewell, Lothian, Escócia

Inaugurada em 2008, a prisão HMP Addiewell é administrada pela Sodexo Justice Services (Serviços de Justiça Sodexo), sob contrato com o Scottish Prison Service (Serviço Prisional da Escócia). Segundo o site da prisão, ela abriga homens adultos e foi projetada como uma prisão de "aprendizado", onde os residentes podem resolver seu comportamento ofensivo e as circunstâncias que levaram à sua prisão por meio de "atividades purificadoras", como oficinas de educação, terapia, contato com a natureza e também com a família. A prisão é gerida pela iniciativa privada, especificamente pela Sodexo, empresa conhecida dos brasileiros pelo serviço de Vale-Refeição
Reprodução/Business Insider
Reprodução/Business Insider

Prisão de Black Dolphin, Sol-Iletsk, Russia

Situada perto da fronteira com o Cazaquistão, a prisão Black Dolphin (Golfinho Preto) é considerada à prova de fuga e opera de várias formas desde o século 18. Segundo o The Sun, a cadeia abriga os piores terroristas e canibais do país. Eles compartilham pequenas celas de 15 m², que estão atrás de três conjuntos de portas de aço. Os presos vivem em uma "célula dentro de uma célula", com vigilância 24 horas por dia
Reprodução/ Answers Africa
Reprodução/ Answers Africa

Prisão de Champ-Dollon, Geneva, Suíça

Inaugurada em 1977, a prisão de Champ-Dollon, em Genebra, tem como função principal abrigar prisioneiros antes do julgamento e da sentença. Segundo o site do local, existem 115 nacionalidades diferentes representadas na prisão, sendo que apenas 7,2% são suíços. A prisão se caracteriza pela organização e conforto aos presos que aguardam julgamento