Sarampo, caxumba, rubéola: as 5 principais vacinas que adultos devem tomar

Juliana Dutra
Do BOL, em São Paulo

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    Vacina não é só para criança; confira quais são as principais vacinas para adultos

    Vacina não é só para criança; confira quais são as principais vacinas para adultos

Engana-se quem pensa que vacina é um assunto só de criança. "O adulto pode não ter tido a doença quando pequeno e pode estar com risco maior de contraí-la, em uma determinada idade", explica o Dr. Alfredo Elias Gilio, coordenador técnico da clínica de imunização do Hospital Israelita Albert Einstein. Ele ressalta a importância de manter a carteirinha atualizada para facilitar o trabalho do profissional de saúde e ter controle das vacinas já tomadas.

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O médico explica que existe uma diferença entre calendários de vacinação públicos e privados, sendo o primeiro, além de gratuito pelo SUS, referente às principais doenças que acometem os brasileiros, consideradas questões de saúde pública mais urgentes do momento. Já o calendário privado lista vacinas importantes (como HPV, varicela e hepatite A), mas que não apresentam riscos de uma epidemia na população. O BOL listou abaixo as principais vacinas recomendadas para adultos segundo o coordenador, utilizando o calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações), que é dividido em dois grupos principais: dos 20 aos 59 anos, e a partir dos 60.

Atenção: as vacinas são contraindicadas no caso de pacientes que estejam doentes e, principalmente, com febre, pois efeitos adversos somados poderiam encobrir uma doença incubada. As gestantes também não devem tomar, pelo risco de causar problemas para o feto. Verifique as restrições com o médico antes de tomá-las.

De 20 a 59 anos

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Dupla: difteria e tétano

Contra a difteria (infecção grave no nariz e garganta) e o tétano (infecção causada por uma bactéria encontrada em objetos não esterilizados, fezes humanas e animais, que, ao ter contato através de uma lesão na pele, pode levar à morte). Todo adulto deve tomar uma série de três doses, reforçadas a cada 10 anos. Caso atrase uma das doses, não é necessário reiniciar e tomar todas novamente. A contraindicação fica para aqueles que já tiveram um choque anafilático (o que é raro) como reação a uma dose da vacina.
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Hepatite B

Recomendada para adultos que nunca tomaram a vacina. Caso já tenha tomado, não é necessário reforçá-la. A vacina é tomada em três doses. Caso atrase uma das doses, não é necessário reiniciar o esquema, podendo continuar de onde parou, pois o sistema imunológico guarda essa memória. É contraindicado para quem tenha sofrido alguma reação rara (choque anafilático) a alguma dose.
Genilton Vieira/IOC/Fiocruz
Genilton Vieira/IOC/Fiocruz

Febre amarela

O governo mantém uma lista das áreas com recomendação da vacina (ACRV). Caso more em uma delas ou faça uma viagem que exija a imunidade, é necessário tomar apenas uma única dose completa, sem repetição. "Depois de vários estudos, foi concluído que essa imunidade dura muito mais do que dez anos, mais de 30 anos. Em função disso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) passou a não recomendar a repetição da dose", esclarece o Dr. Alfredo Elias Gilio. Como é uma vacina de vírus vivo, não é recomendada para pessoas que possuem alterações na imunidade, como pacientes que passam por tratamento de quimioterapia, ou quem toma altas doses de corticoide por um período de duas semanas.
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Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola

Quem não tomou a vacina na infância ou não teve uma dessas doenças quando criança deve tomar doses diferentes conforme a idade. Até os 29 anos, deve tomar duas doses. A partir dos 30, a dose é única. Caso tenha contraído uma das doenças quando criança (sarampo, por exemplo), mas não as outras (caxumba e rubéola, nesse mesmo exemplo), deve tomar a vacina mesmo assim, porque, em adultos, essas doenças podem ter efeitos mais perigosos do que em crianças. Por ser uma vacina de vírus vivo, é contraindicada para pessoas que tenham problemas de imunidade, como quem faz tratamento com quimioterapia ou com uso de corticoides em dose alta por mais de duas semanas.

A partir dos 60 anos

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Influenza (Gripe)

Para pessoas com mais de 60 anos, todas as vacinas anteriores são necessárias, mas acrescenta-se a vacina da gripe, por ser um grupo de risco. Deve-se tomar um reforço anualmente, segundo calendário oficial do governo.