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Quarta-feira, 16 de JANEIRO de 2019

01/06/2007 - 08h53

Miss brasileira volta ao País e critica 'lobby' japonês

São Paulo - Quando Marta Rocha perdeu o título de Miss Universo por duas polegadas a mais nos quadris, em 1954, houve uma comoção nacional. Apesar de o concurso não ter mais o mesmo brilho de antes, este ano causou polêmica e uma enxurrada de depoimentos revoltados em comunidades de relacionamentos virtuais como as do Orkut. Na segunda-feira, a mineira Natália Guimarães, de 22 anos, estava muito perto de ganhar o título de Miss Universo, uma faixa que há 39 anos ninguém traz para o Brasil. Ela estava entre as cinco favoritas do Auditório Nacional da Cidade do México. Mas quem levou o primeiro lugar foi a representante do Japão, Riyo Mori, de 20 anos.

Natália ficou com o segundo lugar. E os brasileiros reclamaram. "Injustiça" e "roubo" foram algumas das palavras usadas pelos internautas numa das comunidades da Miss Brasil, que tem 3.280 membros. Estudante de arquitetura e ex-modelo, Natália voltou ontem ao Brasil. Depois de passar um mês no México, participando de jantares e festas, que faziam parte da programação do concurso, ela foi recebida como personalidade no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Deu entrevistas durante todo o dia. Há 35 anos, uma brasileira não conseguia o segundo lugar.

Tudo bem que ser vice não é tão ruim assim. Mas o resultado foi mesmo injusto? "Não esperava perder para a Miss Japão. Estava apreensiva por causa da Miss Venezuela, que é linda", diz Natália. "Acho que Riyo ganhou porque tinha o melhor lobby. Não era a mais preparada." A Miss Japão teve patrocinadores de fôlego, que garantiram um guarda-roupa deslumbrante. Enquanto Riyo usava vestido Gucci e jóias Bulgari, Natália desfilava grifes brasileiras. Do estilista mineiro Alexandre Dutra, por exemplo, conseguiu dez vestidos de gala. "Só que um deles foi usado pela Miss Brasil no ano passado. Todo mundo notou", lamenta.

A personalidade irreverente da candidata japonesa parece ter contado positivamente no julgamento dos jurados. "Ela não seguiu as orientações dos organizadores. Na passarela fez o contrário do pedido", reclama Natália. "Até dançou na hora de desfilar de maiô." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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