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24/06/2009 - 16h19

Tiros que atingiram carro de engenheira no Rio saíram de armas de PMs, diz delegado

O delegado substituto da delegacia de Homicídios do Rio, Ricardo Barbosa, afirmou na tarde desta quarta-feira que, segundo as investigações, os tiros que atingiram o carro da engenheira Patrícia Amieiro Franco, 24, desaparecida desde junho de 2008 na Barra da Tijuca (zona oeste), partiram das armas de dois PMs do Batalhão do Recreio dos Bandeirantes. Barbosa disse à Folha Online que um pedaço do fragmento encontrado no veículo, localizado no canal de Marapendi, é compatível com um dos projéteis dos policiais.

"Foi uma má abordagem policial, mas o porquê deles terem atirado vai ser respondido durante a instrução processual. O fato é que eles atiraram. Foi confirmado que eles atiraram, mas eles negam tudo. As investigações apontam que dois teriam efetuado os disparos porque são calibres diversos", disse o delegado.

Barbosa ainda afirmou que o laudo pericial também indica que os PMs tiveram envolvimento no caso. "Os quatro teriam ocultado o corpo e também vão responder por homicídio", afirmou.

Ainda de acordo com o delegado, já foi solicitada a prisão preventiva dos quatro PMs suspeitos de envolvimento no caso. "Agora está sob análise da 1ª Vara criminal. Pode sair ainda hoje esses mandados de prisão", disse.

Crime

O desaparecimento da engenheira ainda é considerado um mistério pela Polícia Civil. Dias após o sumiço, policiais encontraram o carro de Patrícia no canal de Marapendi, que fica na entrada da Barra, com marcas de tiros no chão.

Uma das suspeitas levantadas nas investigações é de que policiais tenham se assustado quando o carro capotou e atiraram nele, matando a engenheira e, depois, escondido seu corpo. A hipótese, porém, não foi comprovada.

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