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27/01/2010 - 20h50

Lula afirma que político deveria ter prazo de validade e chama oposição de mesquinha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que a "desgraça da política" é que político deveria ter prazo de validade carimbando na testa. "A pessoa não está com o prazo vencido porque tem idade. A pessoa está com o prazo vencido porque tem a cabeça atrasada, tem maldade, e não pensa de forma moderna", disse o presidente em discurso na cidade de Paulista (PE).

Lula também chamou a gestão do ex-governador e senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) de "mesquinha" e defendeu o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que será candidato à reeleição em 2010.

"Tenho certeza absoluta, a gente não pode falar de eleição, eu não sou candidato. Mas você pode ficar sabendo de uma coisa: esse Estado não tem o direito de retroceder, esse Estado não tem o direito de voltar a um passado danoso e a um passado mesquinho, esse Estado aprendeu a andar para frente", afirmou o presidente.

Segundo Lula, políticos com objetivo de prejudicar o seu governo derrubaram, em dezembro de 2008, a CPMF, que ajudava a saúde com R$ 24 bilhões, segundo Lula. "Eu não conheço nenhum empresário que baixou um centavo no preço do seu produto depois que caiu a CPMF. Então, o problema não era de preço. O problema era de maldade", afirmou o presidente, em inauguração de UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ao lado da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Sem citar nomes, ele atacou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o senador Jarbas Vasconcelos ao afirmar que a CPMF foi derrubada inclusive com ajuda de políticos pernambucanos. "Quando eu falo 'esses políticos com data de vencimento', é porque vocês têm que olhar o que essa gente fez por esse Estado e o que essa gente se propõe a fazer", afirmou o presidente.

De acordo com Lula, "essa gente precisa aprender que o povo brasileiro cansou da politicalha, da intriga, daquele político que não quer que venha dinheiro para o seu estado porque quem está governando é seu adversário".

O presidente voltou a elogiar a Dilma por ela ser considerada "brava". Para ele, foi esse comportamento que fez com que ela pudesse coordenar os programas do governo.

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