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Sexta-feira, 22 de novembro de 2019

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Lula diz que ONU e Banco Mundial precisam de técnicos, não de políticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que não pretende disputar nem a Secretaria-Geral da ONU nem a presidência do Banco Mundial, até por considerar que os dois cargos devem ser ocupados por técnicos, não por políticos.

"A ONU não precisa de um presidente político, com perfil político, precisa de um técnico a serviço dos presidentes. Não pretendo ir nem para a ONU nem para o Banco Mundial", disse Lula no lançamento do canal internacional da TV Brasil.

Apesar do desmentido, Lula e o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) já iniciaram articulações com presidentes e chanceleres de outros países, conforme a Folha revelou no domingo.

Três líderes europeus endossam a postulação de Lula para a ONU: José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha), José Sócrates (Portugal) e Nicolas Sarkozy (França).

O próprio Lula, porém, tem condicionado sua candidatura a uma reforma da ONU, de forma a incluir representantes da África e da América Latina -- neste caso, o próprio Brasil-- como membros permanentes do Conselho de Segurança.

Hoje, só têm essa condição Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia. Os demais dez membros têm mandato rotativo de dois anos, como o que o Brasil ocupa neste momento.

Celso Amorim foi mais cauteloso ao falar de Lula na ONU: "Seria ótimo para o Brasil e para o mundo, mas teria antes de mudar a ONU".

O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, foi o mais incisivo na negativa: "Nem secretário geral das Nações Unidas nem presidente do Banco Mundial. Nenhum dos dois está nos planos do presidente, que prefere ter uma ação mais política e mais proveitosa em outras frentes".

Citou, como exemplos, projetos e ações em favor da África, da América Latina e do Caribe, "além da própria mobilização dentro do Brasil para os próprios brasileiros".

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