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Quinta-feira, 27 de abril de 2017

BOL Notícias

Falso médico do caso Joanna presta novo depoimento à polícia do RJ

Hanrrikson de Andrade
Especial para o UOL Notícias
No Rio de Janeiro

 

O estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Souza, que exercia ilegalmente a profissão e atendeu a menina Joanna Cardoso Marcenal Martins, 5, chegou na manhã desta sexta-feira (4) à Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP), na Gamboa, zona portuária do Rio de Janeiro, para prestar novo depoimento sobre o caso. Ele será ouvido pelo delegado Fábio Cardoso, que pretende confirmar algumas informações dadas pelo acusado em seu depoimento no Tribunal de Justiça, há três dias.

Alex Sandro, que estava foragido desde agosto do ano passado e se entregou à polícia no início da semana, admitiu ter utilizado o nome e o carimbo de outro médico com o qual trabalhara anteriormente, André Lins de Almeida, para conseguir uma vaga de plantonista no Hospital Rio Mar, na zona oeste do Rio, contratado diretamente pela médica Sarita Fernandes Pereira, que também está sendo investigada. Ela foi presa no dia seguinte à morte, mas conseguiu liberdade provisória no fim do ano passado.

Em julho de 2010, Joanna deu entrada na emergência do hospital com crises de convulsão e recebeu alta no mesmo dia, sem ter feito um único exame. A criança morreu semanas depois, em consequência de uma meningite. Também são investigados pela morte o pai e a madrasta dela, suspeitos de tortura e homicídio qualificado contra a criança. Eles negam as acusações.

Segundo Souza, outros estudantes estariam exercendo a profissão ilegalmente no hospital devido a um esquema implantado no local pela médica Sarita, a quem ele atribui a falsificação dos documentos.

Segundo o advogado de Alex Sandro, Edson Ferreira, o único crime do estudante de medicina foi exercer a profissão ilegalmente, além de ter utilizado o nome de outra pessoa.

"O único pecado dele foi exercer a profissão de médico. Ele já admitiu isso e está disposto a pagar. Mas a contratação dele é responsabilidade da Sarita e todo o trabalho dele foi supervisionado por ela", afirmou ele após o depoimento de terça-feira.

A versão de Alex

Segundo o estudante, a menina tomou três medicamentos diferentes –Hidantal, Fenobarbital e Fenergan–, mas ainda apresentava quadro clínico preocupante até o início da madrugada do dia em que deu entrada na emergência do Hospital Rio Mar. No entanto, o pai da criança, André Marins, teria forçado a alta precipitada, que sequer fora registrada no prontuário do hospital. Joanna foi internada depois no Hospital Amiu, em Botafogo, onde veio a falecer por meningite viral, de acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML).

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