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Quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

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Corpos de vítimas de atirador chegam ao IML do Rio

LUIZA SOUTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

Os corpos do atirador Wellington Menezes de Oliveira, 24, e de oito meninas e um menino que morreram durante a invasão de Oliveira na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, chegaram ao IML (Instituto Médico Legal) do Rio na tarde desta quinta-feira.

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Segundo o diretor da Polícia Técnica Científica do Estado, Sérgio Henriques, o instituto ainda aguardava os corpos de duas meninas --uma que morreu no hospital de Sarapuí e outra no HCPM (Hospital Central da Polícia Militar).

Henriques afirmou que o IML "não está medindo esforços "para liberar todos os corpos ainda hoje.

Os parentes de todas as vítimas --menos do atirador-- estão no local.

Ana Paula Sampaio de Oliveira, tia de Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14, --uma das alunas mortas--, afirmou que a família está muita abalada com a tragédia.

"Eu vi pela TV o que aconteceu e avisei minha mãe, que cuidava da Karine, ela foi correndo para a escola para saber informações porque o celular da Karine não estava funcionando. Na escola, pediram para ela ir ao hospital e lá ela soube da morte", disse Ana Paulo.

A tia de Karine disse que a sobrinha tinha acabado de se matricular nas aulas de atletismo da escola militar de Sulacap, na zona norte do Rio. "Ela estava muito feliz, só pensava em ser atleta e estava muito porque para se manter nessa escola tem que tirar notas altas. Agora o sonho foi interrompido."

Arquivo Pessoal
Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14, morreu durante a invasão do atirador na escola do Rio
Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14, morreu durante a invasão do atirador na escola do Rio


O crime ocorreu por volta das 8h30, quando Wellington Menezes de Oliveira, 24, ex-aluno da escola entrou no local e iniciou os disparos.

Inicialmente, a polícia informou que ele entrou na escola dizendo que daria uma palestra. No entanto, mais tarde, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que ele havia solicitado um histórico escolar.

Durante os ataques, uma professora fez com que alguns alunos deixassem a unidade para pedirem ajuda, afirmou o governador Sérgio Cabral (PMDB). Próxima a escola, dois alunos --que estavam feridos-- pediram ajuda a um carros da Polícia Militar.

As duas crianças foram socorridas e o PM Marcio Alves foi ao local. O sargento baleou o suspeito durante os ataques. Já no chão, o rapaz se matou. Cabral chegou a agradecer a ação do policial e afirmou que a tragédia poderia ter sido muito pior.

Marcelo Sayao/Efe
Parentes de vítimas se abraçam em frente a hospital após alunos serem baleados na zona oeste do Rio
Parentes de vítimas se abraçam em frente a hospital após alunos serem baleados na zona oeste do Rio


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