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Sábado, 19 de agosto de 2017

BOL Notícias

Autoridade sanitária proíbe venda de água mineral contaminada por bactéria em Goiás

Rafhael Borges
Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia

A Superintendência de Vigilância em Saúde de Goiás determinou a interdição cautelar, em todo o Estado, da água mineral Extraleve, do fabricante Tempus Alimentos e Lazer Ltda. De acordo com o laudo da análise inicial, o produto tem presença da bactéria Pseudomonas aeruginosas acima do limite máximo permitido, o que pode causar diversas infecções em seres humanos.

Devido à alta resistência a antibióticos, as infecções provocadas pela bactéria são de difícil controle. Em pacientes portadores do HIV, com câncer e fibrose cística (pode causar doença crônica nos pulmões) e vítimas de queimaduras, a Pseudomonas aeruginosas potencializa os efeitos das doenças e dificulta o tratamento dos pulmões.

A doença era pouco difundida até surgir o caso da miss e modelo Mariana Bridi Costa. Ela contraiu a bactéria, teve de amputar os pés, as mãos e depois morreu. A vigilância em saúde disse que recebeu uma denúncia e, por isso, decidiu fazer o teste. Por enquanto, nenhum caso foi registrado no Estado.

A empresa que produz a água informou que só vai se pronunciar depois de realizar novos testes que comprovem a contaminação. E que também vai apurar se alguma das fontes pode estar contaminada. A bactéria tem como origem o solo, por isso a vigilância acredita ser essencial verificar a procedência da água mineral.

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