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Domingo, 26 de maio de 2019

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Atropelador de ciclistas pede reconstituição do caso no RS

FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE

A defesa do funcionário do Banco Central Ricardo Neis, que responde na Justiça por ter atropelado ciclistas em Porto Alegre em fevereiro, pediu que fosse feita uma reconstituição do caso. Nesta sexta-feira, ocorreu mais uma audiência do processo contra ele na capital gaúcha.

Vídeos mostram atropelamento de ciclistas
'Pensei que se parasse seria linchado', diz atropelador

No dia 25 de fevereiro, Neis, 48, avançou com seu Golf contra ciclistas que pedalavam em uma manifestação em Porto Alegre e os feriu. A Promotoria acusou o motorista de tentar matar 17 pessoas.

Ele chegou a ficar preso por um mês e disse que tomou a atitude por medo de ser linchado. A defesa alega que ele foi ameaçado pelos manifestantes.

Hoje, o funcionário do BC apresentou como testemunhas de defesa outros dois motoristas que também se disseram ameaçados por ciclistas em uma manifestação anterior.

Neis também foi ouvido na audiência. "Ele pensou na integridade física do filho dele [que também estava no carro]", disse o advogado Marco Alfredo Mejia.

Mejia pediu à Justiça uma perícia nas imagens do atropelamento que foram divulgadas na internet. O juiz, no entanto, negou os pedidos de perícia e de reconstituição. A defesa vai recorrer.

Agora, o magistrado vai decidir se o réu vai a júri popular e se o processo permanece como tentativa de homicídio. Existe a possibilidade de o acusado ser absolvido por falta de provas.

Durante a manhã, um grupo de manifestantes se reuniu no Fórum Central de Porto Alegre para protestar contra o atropelamento. Um dos cartazes dizia "legítima covardia".

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