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Sábado, 25 de março de 2017

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Gilmar Mendes reafirma conversa com Lula sobre mensalão

DE SÃO PAULO

O ministro do STF (Supremo Tribunal de Federal) Gilmar Mendes reafirmou nesta segunda-feira (28) que o ex-presidente Lula conversou com ele sobre um possível adiamento do julgamento do mensalão.

"O presidente disse da importância do julgamento do mensalão de que, se possível, não se julgasse esse ano, que não haveria objetividade. Eu objetei então que não me parecia possível adiar esse julgamento", disse Mendes em entrevista à TV Globo.

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O ministro afirma ter argumentado com Lula que o adiamento do julgamento significaria a não participação dos ministros Cesar Peluzo e Ayres Brito, que irão se aposentar neste ano.

Mendes ainda rebateu a negativa do ex-ministro Nelson Jobim, que confirmou o encontro de Lula e Mendes em seu escritório, mas negou o teor da conversa.

"Claro que houve a conversa sobre o mensalão e o ministro Jobim sabe disso", afirmou Mendes.

Segundo reportagem da revista "Veja", Mendes relatou que, em encontro em abril, Lula propôs blindar qualquer investigação sobre ele na CPI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Em troca, o ministro apoiaria o adiamento do julgamento.

"Depreendi dessa conversa que ele estava inferindo que eu tinha algo a dever nessa conversa da CPMI", disse o ministro do STF para a TV Globo. Ele ainda afirma que se sentiu perplexo com a situação.

INDIGNADO

Em nota, Lula afirmou hoje que está indignado com a reportagem da revista. "Meu sentimento é de indignação", afirmou o ex-presidente.

De acordo com a nota de Lula, a versão da revista sobre a conversa é inverídica.

Lula afirma que nunca interferiu em decisões do Supremo e da Procuradoria-Geral da República nos oito anos que foi presidente, inclusive na ação penal do mensalão.

"O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja", afirmou Lula.

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