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Sábado, 19 de agosto de 2017

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Origami seduz noivas e leva forma e cor a casamento

ANDRESSA TAFFAREL
DE SÃO PAULO

No teto, três mil borboletas brancas davam o tom da decoração e intrigavam os presentes. Teve até homem que reparou -e comentou.

A novidade, que exigiu um olhar atento dos convidados do casamento de Paula Stecca Stefan Segamarchi, 25, em Sorocaba (a 99 km de São Paulo), era nada mais que papel dobrado.

A milenar arte japonesa de fazer dobraduras tem roubado o espaço de muita flor e até dividido o altar com as noivas -que, assim como Paula, nem são descendentes de orientais.

Preço depende do tipo do papel e da quantidade

Gui Urban/Divulgação
Painel de flores de origami feito para o casamento de Paula Segamarchi, em Sorocaba (SP)
Painel de flores de origami feito para o casamento de Paula Segamarchi, em Sorocaba (SP)


Os origamis também viram forminhas de doces, lembrancinhas e, acredite, até o buquê.

Há quem escolha as peças por ter uma relação afetiva com as dobraduras. Outras porque buscam uma decoração original e duradoura ou ainda pelo significado que carregam -zelo e dedicação.

"Mas teve uma mulher, por exemplo, que queria um buquê azul turquesa, porque tinha um significado especial para o casal. Com o origami, ela conseguiu a cor que procurava", conta

Adriana Suzuki, 34, que largou a odontologia para se dedicar à arte, que aprendeu com o avô.

Divulgação
Toalha de mesa de flores de origami, produzida por Verônica Jamkojian para uma festa
Toalha de mesa de flores de origami, produzida por Verônica Jamkojian para uma festa


As flores azuis, aliás, estão em alta. Não são as mais requisitadas (o branco lidera), mas é uma das cores mais procuradas, por causa do vestido de noivado de Kate Middleton.

As noivas que procuram Adriana costumam se encantar por borboletas e tsurus, famosa dobradura em forma de pássaro. Geralmente pendurados, dão um ar de conto de fadas ao "final feliz" do casal.

Já no ateliê de Verônica Jamkojian (ela não conta a idade, mas só de origami tem 25 anos), não tem quem não se encante por sua capacidade de transformar papel em flores (de qualquer espécie).

Maiores que a mão ou do tamanho da ponta do dedinho, as pétalas levam sofisticação à decoração.

Mas o noivo também pode inovar e chamar a atenção no "grande dia". Verônica faz flores para serem usadas no paletó. E cravos para padrinhos.

"Tudo bem que nem sempre a escolha é deles. Tem noivas que chegam aqui e já decidem pelo noivo, para combinar com o buquê", conta ela, rindo.

Editoria de Arte/Folhapress


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