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Retrospectiva 2012: Viagens de Dilma ao exterior em 2012 privilegiam América Latina

Leo la Valle/EFE

A presidente Dilma Rousseff (ao centro), a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o presidente do Uruguai, José Mujica, posam para foto da reunião de cúpula do Mercosul, na cidade de Mendoza, na Argentina

Marina Motomura
Do UOL, em Brasília

Atualizado em: 14/12/2012 - 10h06

Em 2012, a presidente Dilma Rousseff fez 15 viagens oficiais ao exterior – a maioria delas pautadas, principalmente, pela agenda econômica.

Viagens ao exterior em 2012

31 de janeiro e 1º de fevereiro Havana, Cuba Leia mais
1º de fevereiro Porto Príncipe, Haiti Leia mais
5 e 6 de março Hannover, Alemanha Leia mais
28 a 30 de março Nova Déli, Índia Leia mais
9 e 10 de abril Washington e Boston, Estados Unidos Leia mais
15 de abril Cartagena das Índias, Colômbia Leia mais
18 e 19 de junho Los Cabos, México Leia mais
28 e 29 de junho Mendoza, Argentina Leia mais
25 a 28 de julho Londres, Inglaterra Leia mais
1º e 2 de outubro Lima, Peru Leia mais
25 de setembro a 1º de outubro Nova York, Estados Unidos Leia mais
15 a 19 de novembro Cádiz e Madri, Espanha Leia mais
28 de novembro Buenos Aires, Argentina Leia mais
9 a 12 de dezembro Paris, França Leia mais
13 e 14 de dezembro Moscou, Rússia Leia mais
  • Fonte: planalto.gov.br

As viagens presidenciais foram mais frequentes na América Latina, com seis países visitados: Cuba, Haiti, Colômbia, México, Argentina e Peru. Na Europa, foram cinco países: Espanha, Inglaterra, Rússia, França e Alemanha. Só um na Ásia (Índia). Na América do Norte, a presidente foi duas vezes aos Estados Unidos. Dilma não foi à África nem à Oceania durante este ano.

Ela participou de diversas reuniões de órgãos multilaterais, como a cúpula dos Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e de encontros do G20, grupo dos 20 países mais poderosos do mundo, e do Mercosul.

Na América Latina, a presidente foi à 6ª Cúpula das Américas, à reunião do Conselho do Mercado Comum e da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, à 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul–Países Árabes (Aspa) e à 18ª Conferência Industrial Argentina.

No início do ano, quando foi ao Caribe, a presidente evitou falar de direitos humanos na ilha de Fidel e Raúl Castro. No Haiti, a presidente afirmou que o Brasil seguirá "firme" em seu compromisso com o desenvolvimento do país e anunciou uma redução do contingente brasileiro integrante da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah).

No exterior, Dilma criticou, por mais de uma vez, os países ricos e pediu maior atenção para as nações emergentes.

Na Alemanha, maior economia europeia, Dilma responsabilizou a crise nos países desenvolvidos pela desaceleração econômica nos emergentes e cobrou dos líderes europeus uma solução para o problema que não prejudique as economias em desenvolvimento. As declarações foram feitas após uma visita, ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, à feira de tecnologia CeBIT.

Durante visita oficial aos Estados Unidos, em abril, a presidente expressou preocupação sobre o impacto das políticas monetárias expansionistas dos países ricos em nações em desenvolvimento, como o Brasil.

Para a presidente, o desequilíbrio cambial prejudica as nações mais pobres. Dilma e Barack Obama ainda debateram sobre o comércio bilateral e ampliações na área de inovação e educação.

A presidente também foi a Boston, onde deu palestra na Universidade Harvard. Em Washington, foi recebida por Obama. A química entre eles não funcionou tão bem - ainda mais se lembrarmos de ele ter chamado Lula de "o cara" -, mas pelo menos foi melhor do que a relação entre Dilma e Hillary Clinton, considerada muito fria pelos diplomatas dos dois países.

Os Estados Unidos e a Argentina foram os únicos países visitado por Dilma mais de uma vez neste ano - além da visita em abril, a Washington e a Boston, Dilma voltou aos EUA em setembro, para a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Na Argentina, foi em junho e novembro.

No segundo semestre, a presidente diminuiu o ritmo internacional para se concentrar nas campanhas municipais de seus aliados.

Viagens oficiais de Dilma Rousseff
Viagens oficiais de Dilma Rousseff
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