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Domingo, 19 de novembro de 2017

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Derrotado, relator da CPI do Cachoeira diz ter sido abandonado

ANDREZA MATAIS
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA

Relator da CPI do Cachoeira, o deputado petista Odair Cunha (MG) confidenciou a interlocutores que foi abandonado por seu partido na sessão que enterrou a comissão. Ele reclama da falta de apoio do PT no Senado e dos ministros petistas.

Seis senadores do PT, entre titulares e suplentes, não compareceram à votação. A bancada do PT no Senado tinha direito a dois votos na CPI. Os dois titulares --José Pimentel (CE) e Jorge Viana (AC)-- faltaram. Só um dos cinco suplentes apareceu para votar em favor de Odair.

Além disso, os suplentes das ministras Marta Suplicy (Cultura) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), ambos de outros partidos, votaram contra o relatório de Cunha, derrubado por dois votos de diferença.

Sergio Lima-3.mai.2012/Folhapress
Deputado Odair Cunha, relator da CPI
Deputado Odair Cunha, relator da CPI


A Folha apurou que Cunha fez chegar às ministras um apelo para que intercedessem junto aos suplentes em favor do seu texto, mas não foi atendido. "Ninguém me procurou", disse o senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), suplente de Marta. Marta diz que não recebeu "nenhum pedido para falar com ele".

"Nunca houve orientação do governo. O Odair falou comigo. Sou da base, mas votei com minha convicção", disse o suplente de Glesi, o senador Sérgio Souza (PMDB-PR).

Cunha pediu ao líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), que ajudasse a aprovar o texto: havia a ameaça do PMDB de trocar os parlamentares que votassem a favor do relatório do petista.

Tatto disse que o governo sempre se recusou a interferir. A Folha apurou que, consultada, a presidente Dilma Rousseff disse que ninguém perguntou se ela concordava com a criação da CPI e que, portanto, não iria se envolver.

Com a derrota do relatório de Cunha por 18 a 16, a CPI aprovou um texto alternativo de duas páginas de Luiz Pitiman (PMDB-DF), com os votos de Cândido Vaccarezza (PT-SP), Paulo Teixeira (PT-SP) e do suplente de Marta.

Oito horas após a derrota de Cunha, petistas e parlamentares da base aliada participaram de confraternização oferecida pelo deputado Pitiman e pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O PMDB foi um dos patrocinadores da derrota do texto de Cunha.

Integrantes da CPI, Vaccarezza e os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Domingos Sávio (PSDB-MG) e Jô Morais (PC do B-MG) estavam presentes. "Graças a Deus acabou essa agenda negativa", comemorou Pitiman.

Colaborou ERICH DECAT, de Brasília

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