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Terça-feira, 18 de dezembro de 2018

BOL Notícias

Noivas, debutantes e formandos ficam sem festa após despejo de empresa em SP

AMANDA KAMANCHEK
DE SÃO PAULO

A menos de dois meses de seu casamento, Dayane Souza, 27, descobriu que a empresa que alugou o imóvel do século 19 onde seria a sua "grande festa" foi despejada.

"Já estava com os convites prontos e a equipe de decoração afinada, quando meu noivo viu a ação de despejo da Moinho Eventos", diz ela.

A empresa aluga há 12 anos o espaço que abrigou nos anos 1990 uma das maiores baladas da cidade, a Moinho Santo Antônio. Desde 2007, o imóvel da Mooca (região leste de São Paulo) é considerado patrimônio histórico.

Na semana passada, a proprietária, Moinho Empreendimento S/A, pediu as chaves de volta. Com isso, mais de 30 eventos agendados até julho terão de ser remanejados.

A Moinho Eventos chegou a entrar com ação na Justiça para estender o prazo de entrega do imóvel, mas não obteve a permissão. "Ao todo, serão 50 mil pessoas prejudicadas", diz Carlos Eduardo Braga, diretor da empresa.

Dezesseis casamentos, alguns agendados há mais de dois anos, não acontecerão. Festas de formatura e de debutantes também terão de ser remanejadas."O mais difícil é lidar com a frustração das noivas", afirma Braga.

Adriano Vizoni/Folhapress
Dayane Souza e André Santos, que se casariam no Moinho Eventos; o casal conseguiu agendar a festa em outro local
Dayane e André, que se casariam no Moinho Eventos; casal conseguiu agendar festa em outro local


Dayane, por exemplo, diz que soube do despejo no início de fevereiro, pela empresa que organiza seu casamento. "Em nenhum momento a Moinho entrou em contato."

André Santos, 27, o noivo, tinha escolhido o local por ser perto da igreja onde haverá a cerimônia. "A família do André é de Santos [litoral paulista]. Agora, terei que organizar um transporte para levá-los até a festa", diz Dayane.

Ela conseguiu "por um milagre" alugar o Espaço Gardens, na Vila Leopoldina (região oeste), no mesmo dia.

Os clientes serão ressarcidos, diz a Moinho Eventos.

O advogado da proprietária, José Yunes, afirmou que o imóvel foi vendido há seis meses, mas não divulgou o nome do comprador.

Braga diz que o contrato de aluguel não é renovado desde 2008, mas que a mensalidade continua sendo paga em dia. "Estabeleceu-se uma relação informal, mas agora que eles venderam o imóvel querem nos expulsar daqui."

Colaborou CHICO FELITTI

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