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Sábado, 18 de novembro de 2017

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Alertas de desmatamento na Amazônia sobem 26% em seis meses, diz Ibama


Do UOL, em São Paulo

Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal subiram 26,8% entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013 em comparação com o mesmo período de 2011-2012, informou nesta quinta-feira (28) o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).

A área da região amazônica em estado de alerta saltou de 1.338 quilômetros quadrados em 2012, para 1.696 quilômetros quadrados em 2013. Os detalhes – do tamanho da área devastada pelo homem ou por causas naturais , como chuva e incêndios – serão divulgados apenas em julho.

O instituto assinalou, no entanto, que não houve crescimento no índice de desmatamento na região, mas, sim, da área sob risco de corte de árvores. O alerta serve de indicação para o Ibama traçar as estratégias para operações de fiscalização.

Os incêndios e a exploração madeireira foram as principais causas de desmatamento, segundo o monitoramento feito pelo Deter, sistema de detecção em tempo real que funciona a partir das imagens de satélite do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Por estados, Mato Grosso e Pará concentraram 70% dos alertas emitidos pelo Deter. No Mato Grosso, o sitema identificou 734 quilômetros quadrados entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013, aumento de 22% das áreas com indícios de desmatamento em relação ao mesmo período de 2011-2012 (604 quilômetros quadrados).

O presidente do Ibama, Volney Zanardi, afirmou que o sistema permitiu, também, uma "apreensão recorde" de madeira ilegal no período. No Pará, por exemplo, foram confiscados 22 mil metros cúbicos de madeira apenas em fevereiro deste ano, 50% a mais que no mesmo período do ano passado.

Alertas confirmados

Após indicação do Inpe, o Ibama confirmou que 46% de uma área de 1.053 quilômetros quadrados  na Amazônia Legal estavam com “corte raso” de vegetação (termo técnico que configura desmatamento) e  outros 47% tinham “degradação florestal” (registro de algum tipo de queimada ilegal).

Os 7% restantes deram "falso positivo", ou seja, não foram confirmadas as suspeitas das imagens de satélites e os agentes encontraram espelhos d'água ou camadas de rocha nos locais.

O período de agosto a fevereiro é escolhido por conta da qualidade das imagens dos satélites. Nos demais meses, a cobertura de nuvens das chuvas dificulta o trabalho do Inpe. Em janeiro deste ano, o instituto disparou alerta para apenas 9 quilômetros quadrados devido à pouca visibilidade - 66% da área ficou coberta pelas nuvens. (Com informações da EFE)

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