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27/11/2009 - 07h52

Preocupação sobre Dubai afeta investidores e Bolsas da Ásia têm forte queda

As Bolsas asiáticas fecharam em baixa significativa nesta sexta-feira. Os investidores acompanham desde ontem com preocupação o pedido de Dubai (Emirados Árabes Unidos) para renegociar uma dívida de bilhões de dólares. O temor é que, mal saída de uma crise, a economia global possa estar em risco de novo diante da moratória, o que poderia elevar a aversão a risco dos investidores.

A Bolsa de Tóquio caiu 3.22%, para 9.081,52 pontos no índice Nikkei 225; a Bolsa de Seul (Coreia do Sul) caiu 4,69%, para 1.524,50 pontos no índice Seoul Composite; a Bolsa de Hong Kong teve baixa de 4,84%, indo para 21.134,50 pontos no índice Hang Seng; a Bolsa de Taipé (Taiwan) caiu 3,21%, para 7.490,91 pontos no índice Taiwan Weighted; e a Bolsa de Xangai perdeu 2,36%, encerrando o dia com 3.096,26 pontos no índice Shanghai Composite.

"A Dubai World [estatal] tem a intenção de pedir aos que estão entre os seis credores e aos credores da Najeel que esperem ao menos até 30 de maio de 2010 para o pagamento de dívidas vencidas", afirmou em um comunicado o Fundo de Apoio Financeiro de Dubai, que vigia os efeitos da crise na economia do emirado.

As dívidas da empresa totalizam U$59 bilhões --uma dívida que a companhia pretende pagar até maio de 2010. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Najeel, uma companhia do setor imobiliário e subsidiária da Dubai World.

Após seis anos de rápido crescimento, a economia de Dubai despencou desde meados de 2008 e o mercado imobiliário foi fortemente atingido, com queda nos preços dos imóveis. Dubai é um dos sete emirados semiautônomos que formam os Emirados Árabes Unidos.

Segundo analistas, a medida da empresa afetou a confiança dos investidores, que procuram agora se desfazer de todas as ações de maior risco.

Ontem os mercado europeus também registraram fortes quedas, com perdas em média de 3%. Os mercados americanos estiveram fechados com o feriado do Dia de Ação de Graças, mas a expectativa para hoje é de queda, refletindo o efeito da moratória em Dubai.

Em Hong Kong as ações dos bancos HSBC e Standard Chartered caíram 7,4%; em Seul, as ações da Shinhan Financial perderam 6,3%.

O setor de construção também foi afetado, com perdas de cerca de 7% nas ações da japonesa Taisei; os papéis da Obayashi caíram 8,7%. Na Índia caíram as ações da Larsen & Toubro (-4,2%), Jaiprakash Associates (-3,9%) e Punj Lloyd (-4%.).

Outras perdas foram vistas nas ações da Honda Motor (-3,8%), Sony (-4,4%) e Canon (-2,7%), mais ligadas a exportações. Com a queda do dólar frente ao iene, os produtos japoneses ficam mais caros nos mercados externos, tornando-se menos competitivos.

Brasil

Ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, após participar de evento com banqueiros, que o abalo nos mercados financeiros provocado pela proposta de Dubai de adiar os pagamentos de dívidas é passageiro e não terá maiores consequências para o Brasil.

"Acho que não vai pegar. Isso [o medo de calote] mexeu um pouco com os mercados, mas acho que aqui não vai ter maiores consequências", disse o ministro. O presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse à Reuters que também não acredita em maiores reflexos de Dubai sobre o Brasil.

"Foi até melhor que essas notícias vieram num dia de feriado nos Estados Unidos", que paralisou os negócios em Wall Street, comentou. "Assim dá tempo de os investidores pensarem melhor."

Cotação

compravenda%
Dólar comercial 1,5671,569-0,44
Dólar paralelo 1,591,73+8,81
Dólar turismo 1,491,63-2,98
Fonte: Reuters Outras cotações

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