Busca BOL

Domingo, 16 de junho de 2019

BOL Notícias

Construção planeja rever crescimento estimado

As previsões de crescimento no setor da construção para este ano devem ser revistas em breve.

No mercado de material para obras, que abrange itens como vidros, pisos e telhas, já foi feita uma revisão da expectativa de 5% para 3,4%, segundo a Abramat, associação que reúne a indústria.

Novos cálculos para baixo podem ser realizados se as vendas não reagirem.

"Pensávamos que íamos crescer 5%. Mas nos primeiros meses do ano foi 2,7%. Mesmo para atingir 3,4%, vamos ter de crescer a taxas altas agora", diz Walter Cover, presidente da entidade.

Uma sondagem realizada entre as empresas indica que, em maio, 56% consideraram as vendas regulares ou ruins. As pretensões de investimento no médio prazo neste mês caíram para 61% ante a média de 75% em 2011.

"Mas a capacidade instalada mostra alguma recuperação em junho", diz Cover.

O segmento mais sensível foi o de vendas no varejo, segundo a entidade.

"O varejo sofreu. O consumidor está com a impressão de que deve postergar as compras. O setor imobiliário continua aquecido", afirma.

A construção civil ainda não tem preocupação para 2012, segundo Sergio Watanabe, presidente do SindusCon-SP. Mas há receio para 2013.

"O desempenho do PIB nacional se refletirá no setor. Há uma desaceleração. Ainda não é queda", diz Watanabe, que também já considera a possibilidade de rever a expectativa de crescimento.

"No começo do ano, calculamos que haveria aumento de 5% em 2012. Se for revisto, ficará entre 4% e 5%."

*

A construtora e incorporadora Kallas investirá ao menos R$ 300 milhões em novos empreendimentos até o final deste ano.

O valor exato dos aportes depende da aprovação da Prefeitura de São Paulo a alguns projetos da empresa.

"Os órgãos governamentais não estão devidamente aparelhados para a função. Com as investigações do Ministério Público, o processo fica ainda mais lento. Investiremos até R$ 600 milhões neste ano", diz o presidente da companhia, Emílio Kallas.

Em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, a empresa construirá em 12 meses um shopping com 23 mil metros quadrados de área para locação e 1.500 vagas de estacionamento.

"Nos unimos a um grupo de investidores de São Paulo, que era proprietário do terreno. A maior parte do aporte de R$ 100 milhões será nossa", diz Kallas.

O empreendimento terá mais de cem lojas e um hipermercado com 8.000 metros quadrado.

*

Política fiscal pode virar 'falha geológica', diz economista

Os altos gastos do governo federal e a política de concessão de crédito via BNDES podem causar "falhas geológicas" na economia brasileira, segundo o indiano Raghuram Rajan, ex-economista-chefe do FMI e professor da Universidade de Chicago.

O termo "falhas geológicas" é uma referência ao seu livro "Fault Lines" (que no Brasil foi traduzido para "Linhas de Falha). Na obra, Rajan descreve as tensões que geraram a crise de 2008.

Segundo o professor, problemas econômicos brasileiros poderão virar rachaduras se a política fiscal continuar expansionista para manter o crescimento do país.

"Não seria melhor desenvolver mais o setor financeiro para que os bancos pudessem realizar empréstimos com 'spreads' [diferença entre a taxa de captação paga pelos bancos para obter recursos e a cobrado dos consumidores] menores?", questiona.

Rajan estará em São Paulo na quinta para participar do Congresso Brasileiro do Aço.

*

Cotações Bolsa Cambio

05/01/2015 » Outras bolsas

Bovespa: 47516,82 -2,05%Fonte: Reuters

Conversor de moedas

Conversor de moedas

Enquete

Carregando enquete...
Computando seu voto...
Carregando resultado
  • 5779
  • simples
  • false

Vídeos de economia

Carregando vídeos

Publicidade

Emprego Certo

Procurar por emprego