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14/10/2009 - 16h09

MEC fará campanha de esclarecimento aos estudantes sobre o novo Enem

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O MEC (Ministério da Educação) fará uma campanha de esclarecimento aos alunos sobre o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009. A prova, que deveria ter sido aplicada nos dias 3 e 4 de outubro, foi cancelada por conta do vazamento de seu conteúdo. A nova prova foi marcada para os dias 5 e 6 de dezembro.


O ministério deverá investir entre R$ 150 mil e R$ 200 mil na campanha. O garoto-propaganda ainda está sendo escolhido e os mais cotados são os atores Wagner Moura, Selton Mello e Lázaro Ramos. Os anúncios devem ser veiculados nas emissoras de TV e rádio, provavelmente na segunda quinzena do mês de novembro

Segundo o ministro Fernando Haddad, a campanha trará informações, por exemplo, sobre como fazer o preenchimento correto da folha de respostas, para auxiliar no processo de correção.

"Será uma campanha sobre as providências que os estudantes devem tomar para zelar eles mesmos pela segurança da prova. Uma série de providências que o estudante pode tomar para garantir a correção da prova, sem comprometer o calendário", disse o ministro, durante audiência pública no Senado Federal.

Ele destacou os problemas que um preenchimento incorreto pode acarretar. "Se o aluno assina a folha de presença no lugar errado, no lugar de outro CPF, isso dá um trabalho enorme para a localização, que é feita um a um", exemplificou. "Faremos essa campanha para ganhar os dias de correção que perdemos com o adiamento".

O ministério fixou o dia 5 de fevereiro de 2010 como data limite para divulgação do resultado do Enem. Esta data, contudo, pode ser antecipada.

Investigação
Tanto na audiência com os senadores, como em encontro com os deputados, nesta quarta-feira (14), o ministro Haddad destacou a investigação que está sendo feita para apurar as responsabilidades pelo vazamento da prova.

Ressaltando que a apuração ainda não foi concluída e que se trata apenas de informações preliminares, Haddad citou uma área contígua à gráfica que imprimiu as provas como um provável ponto falho de segurança na logística do Enem.

"Houve uma mudança de procedimento nos últimos dias de impressão da prova. Se abriu um outro ambiente de manuseio em que as regras de segurança não foram devidamente estabelecidas".

"Agora, independentemente desta área nova de manuseio ter sido aberta ou não, com ou sem autorização do órgão gestor do contrato, é impossível exonerar o consórcio contratado da segurança do processo", afirmou o ministro.

Haddad destacou que o circuito interno não impediu que o furto ocorresse. "Alguma falha houve, porque a câmera flagra o delito, mas não impede que ele ocorra. Era preciso alguma segurança adicional".

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