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Sexta-feira, 25 de maio de 2018

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Reeleito, Cabral agradece voto de confiança e promete mais três UPPs este ano

Marcos Michael/Divulgação

Sérgio Cabral (PMDB), reeleito em primeiro turno governador do Rio de Janeiro

André Naddeo
Do UOL Eleições
No Rio de Janeiro

Eleito para mais quatro anos de mandato à frente do Estado do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral (PMDB) agradeceu o que chamou de “voto de confiança do povo do Rio de Janeiro” e prometeu ainda para este ano mais três novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na capital fluminense.

“Teremos mais conquistas ainda este ano com a nova UPP no morro dos Macacos, e adjacências, [morro da] Mangueira e todo o seu entorno e ainda o morro de São Carlos”, afirmou o governador reeleito, em entrevista coletiva no Palácio das Laranjeiras, sede do governo na zona sul da capital, onde acompanhou a apuração das urnas.

Todas as comunidades citadas por Cabral ficam na zona norte do Rio de Janeiro. O morro dos Macacos, inclusive, foi o local de confronto entre a Polícia Militar e traficantes, que derrubaram, inclusive, um helicóptero da corporação num conflito que deixou dezenas de mortos em outubro do ano passado.

A pacificação das comunidades do Rio de Janeiro foi a grande bandeira de campanha de Sérgio Cabral nesta eleição, quando prometeu que não haveria mais território dominado pelo poder paralelo em todo o Estado. “Esse é um comprometimento do meu governo. Vamos ainda avançar sobre [o complexo] de Manguinhos, no [complexo do] Alemão e também sobre o complexo da Maré”, prometeu.

“As pessoas têm que entender que se não houver paz, tudo o que fizermos por saneamento, educação, saúde, estará incompleto. O povo de Niterói também pode esperar, vamos chegar até o morro do Palácio, do Estado. Vamos chegar em São Gonçalo também.”, completou.

Rio de Janeiro mais forte
Na companhia do vice-governador reeleito, Luiz Fernando Pezão, do atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do senador Francisco Dornelles (PP), Cabral agradeceu ao presidente Lula, seu principal parceiro na união entre governo estadual e federal. “Quero dar um abraço e agradecer ao presidente, que conclui oito anos muito querido por todo o Brasil e pelo povo do Rio de janeiro”, declarou.

Na série de cumprimentos, Cabral enalteceu ainda a campanha do seu candidato ao Senado, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), “que por pouco não se elegeu”, e parabenizou ainda o senador reeleito pelo PRB, Marcelo Crivella, “que sempre esteve comprometido com os interesses do Rio”. A segunda vaga no Congresso Nacional será ocupada pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), que venceu a disputa.

Reeleição
Sérgio Cabral (PMDB) reelegeu-se governador do Rio de Janeiro com forte apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também da presidenciável petista Dilma Rousseff, com quem chegou a dividir o palco em um comício na Cinelândia, centro do Rio.

"Quero agradecer a população por esse voto de confiança e aos partidos que compuseram nossa aliança. Esse resultado só nos anima", disse Cabral, após a divulgação do resultado.

Teve uma campanha sem maiores sobressaltos, com ampla vantagem sobre o rival Fernando Gabeira (PV) nas pesquisas de intenção de voto desde o início de uma corrida eleitoral que teve como tema mais importante a segurança pública.

Ao longo de sua primeira gestão, o governador eleito teve em Lula um grande aliado, ao lado de quem colheu os dividendos políticos da indicação do Rio de Janeiro para ser sede das Olimpíadas de 2016.

Na campanha, aproveitou a dianteira para sair às ruas e pedir votos para os candidatos de sua coligação ao Senado, Jorge Picciani (PMDB) e Lindberg Farias (PT).

A liderança nas sondagens também facilitou a arrecadação para sua campanha, que angariou R$ 10,3 milhões, quase dez vezes mais que a do rival Fernando Gabeira (R$ 1,3 milhão), de acordo com as declarações de conta disponibilizadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sérgio Cabral Filho nasceu em 27 de janeiro de 1963 no bairro do Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro. É filho da professora Magaly Cabral e do jornalista Sérgio Cabral, que em 1969 foi um dos fundadores do jornal "O Pasquim", de oposição à ditadura militar.

Dados do governador eleito

Nome Sérgio Cabral Filho (PMDB)
Data de nascimento 27/01/1963
Escolaridade Superior completo
Ocupação Governador
Patrimônio R$ 843.094,42

Na adolescência, viveu rodeado por músicos e artistas como Cartola e Nelson Cavaquinho, próximos de seu pai, que também foi um dos fundadores do Teatro Casa Grande. Iniciou sua atuação política no final dos anos 70, quando militava pelo Partido Comunista.

Em 1981, foi expulso do colégio Mallet Soares por organizar um grêmio estudantil e, no ano seguinte, filiou-se ao PMDB, onde trabalhou pela eleição do pai à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Em 1984, assume seu primeiro cargo público: diretor de operações da Turisrio (Companhia de Turismo do Rio de Janeiro).

Em 1990, foi eleito para o primeiro de três mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro. Nesse período, migrou do PMDB para o PSDB, disputou e perdeu a prefeitura carioca e, em 2002, já de volta ao PMDB, conquistou uma vaga de senador pelo Estado. Em sua trajetória parlamentar, notabilizou-se pelas propostas em defesa do idoso, como o Estatuto do Idoso.

Foi acusado de enriquecimento ilícito em 2000 por Marcello Alencar, adversário político e ex-governador do Estado, que o acusou de receber pagamento de consultoria privada enquanto era parlamentar. A denúncia foi investigada e arquivada pelo Ministério Público.

Em 2006, venceu as eleições para o Palácio Laranjeiras com apoio de Anthony e Rosa Garotinho. Rompeu com ambos pouco tempo depois. Formado em jornalismo, tem cinco filhos e atualmente está no segundo casamento, com a advogada Adriana Ancelmo Cabral.

Propostas

Expandir as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) para um número maior de favelas em todo o Rio de Janeiro
Criar mais 15 UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e clínicas de atendimento especial à família até 2014
Metrô: construção da linha 3 (chegando a Niterói e Itaboraí, na região metropolitana) e da Linha 4 (fazendo a conexão com a Barra da Tijuca, na zona oeste da capital)
Modernização do ensino por meio do uso de ferramentas digitais e da criação da Casa do Educador, um núcleo de formação continuada do professor
Construção de linha férrea ligando a capital ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (no município de Itaboraí) e a Campos

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