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Sábado, 23 de MARÇO de 2019

05/10/2007 - 17h40

Regiane Alves fala sobre televisão e sobre a peça "Mãos ao Alto, São Paulo" no BP UOL

Da Redação

A atriz Regiane Alves esteve no Bate-papo com Convidados UOL desta sexta-feira (5) e, entre uma pergunta e outra, fez críticas à televisão e aos diretores que não enxergam além dela: "Os personagens da TV imprimem uma marca tão intensa na gente (atores) que depois é difícil provar que podemos fazer coisas diferentes. Com isso muitos diretores deixam de acreditar no nosso trabalho".

Ao ser questionada se gostaria de fazer personagens mais próximos de sua verdadeira personalidade, a atriz afirmou que tem medo de fazer algo desse tipo e acabar se revelando demais, perdendo seus mistérios.

Em cartaz no Cultura Artística (São Paulo) com o espetáculo "Mãos ao Alto, São Paulo", que tem texto baseado em uma história real vivida pelo autor Paulo Goulart e faz uma crítica bem-humorada aos dias de hoje, Regiane comentou que sempre interpretou papéis dramáticos pois tinha medo de fazer comédia, mas que seu grande objetivo de carreira é a versatilidade.

A atriz falou também sobre sua experiência nas novelas de Manoel Carlos -"ele consegue descobrir o melhor de mim"-, contou como é a vida de testes dos atores, revelou sua vontade de fazer mais papéis no cinema e, em primeira mão, deu detalhes sobre Joana, protagonista da próxima novela global das sete "Beleza Pura", com estréia prevista para fevereiro.



Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 480 internautas.

(03:27:39) Regiane Alves: O Paulo Goulart escreveu a peça "Mãos ao Alto, São Paulo!" nos anos 80. E o Fernando Ceylão fez uma super adaptação. Eu sou a Flora...
(03:30:22) Regiane Alves: Eu comecei trabalhando como modelo, mas não deu certo devido a minha altura. Sempre fazendo capas de beleza, comerciais, publicidade... Mas senti necessidade de fazer algo maior, saindo desta coisa mais de visual. Comecei a fazer publicidade. E a vida me deu muitas oportunidades. Passei por algumas crises de identidade, pensando que não fosse ser atriz...

(03:30:13) Marcelo Tas: Conte um pouco da aventura de fazer testes para entrar numa novela?

(03:30:26) Marcelo Tas: O que é mais chato, fazer teste para filme publicitário ou teste para fazer novela?
(03:32:03) Regiane Alves: A palavra já diz, fazer teste cria uma tensão, uma ansiedade. Eu sou contratada há sete anos da Globo. Passei um mês fazendo testes para a nova novela da Globo "Beleza Pura". Às vezes as pessoas acham que devido ao ator estar trabalhando há algum tempo não precisa passar por estas coisas. O teste é para ver se o ator vai dar certo, não é de talento, no caso da televisão que tem a ver com encaixar o visual no perfil do personagem.

(03:41:49) Geovanna/UOL:

Regiane Alves ao vivo no UOL (crédito: Flavio Florido/UOL)

(03:35:03) Regiane Alves: Eu sempre fui mais para o drama, brincalhona. Agora estou fazendo isso com o Ary (França) na peça Mãos ao Alto, São Paulo! As pessoas falam que é chato fazer teatro, mas com o Ary não é. Foi uma paixão, ele é super estudioso e não deixa ficar na mesmice. É uma experiência muito boa.

(03:35:25) Marcelo Tas: Em 1998 fez teste para a novela "Fascinação" no SBT e para sua surpresa não apenas foi aprovada como lhe foi oferecido o papel de protagonista da novela. Como foi isso?
(03:37:40) Regiane Alves: Em 1996 eu cursei a Oficina de Atores da Globo e fiquei um ano e meio fazendo teatro. Depois fiz um teste no SBT e gostaram, queriam que eu fosse a protagonista. Mas a novela Fascinação não ia passar no Brasil. Achei ótimo, iria fazer TV e ninguém iria ver. E como o Silvio com as suas loucuras decidiu competir com a novela da Globo, foi ao ar no Brasil. Eu fiz sem nenhuma experiência e fui muito criticada. Tinha 19 anos, as pessoas falavam que eu era "verde" ainda. O primeiro trabalho que eu fiz na TV Globo foi "A Muralha".

(03:48:18) Geovanna/UOL:

Regiane Alves relembra suas personagens na TV (Flavio Florido/UOL)

(03:39:14) Regiane Alves: Sobre a crítica: Acho que o ator tem que fazer um trabalho para si mesmo. Nunca será feliz fazendo para os outros.
(03:43:09) Regiane Alves: A cena em que a personagem Dóris de Mulheres Apaixonadas leva uma surra foi gravada no mesmo dia em que foi para o ar. Foi super difícil fazer esta cena. Lembro que na outra surra a produção foi com um papelzinho escrito "porrada"...
(03:46:16) Regiane Alves: O Manoel Carlos conseguiu descobrir em mim o que eu tenho de melhor. Eu acho que os personagens não tem nada a ver comigo e ele consegue encontrar. Ele me conheceu pela minissérie "A Muralha". E quando fui fazer "Mulheres Apaixonadas" me avisaram que eu iria ser a vilã. Daí pensei que iria ter que sair com segurança até. E eu fui realmente quase que agredida por uma senhora. Geralmente o Manoel Carlos faz o início e o fim da novela, o meio são os colaboradores.

(03:20:55) Arthur: Oi Regiane! Sua 1ª novela foi em 1988 no SBT,"Fascinação". De cara você foi protagonista, como foi a experiência?
(03:48:48) Regiane Alves: Arthur, não, foi em 1998. A diferença é que a protagonista tem uma carga maior de trabalho, tem mais trabalho. Eu achava que nem sempre o protagonista tem o melhor papel porque o coadjuvante tem mais tempo para trabalhar, tem um olhar diferente. Toda a vez que eu entro em uma novela, peça ou filme sempre tenho vontade de fazer bem. E o meu trabalho na Globo agora tem um gosto especial, já faz dez anos que estou lá. Já fiz coadjuvantes incríveis lá como a própria Dóris.

(03:58:29) Geovanna/UOL:

Regiane Alves ao vivo no Bate-papo UOL (Flavio Florido/UOL)

(03:38:02) Daniel Lemos: Como você mesma disse a direção de novelas de uma forma geral trabalha mais com o ator que se encaixa em um personagem do que com um personagem que precisa realmente ser encontrado no ator. No teatro percebemos muito mais casos de atores interpretando personagens distantes de si. Falo de trejeitos, traquejos de fala, corpo e realidade REALMENTE dissonante. Você não sente falta de interpretar gente realmente distante de você?
(03:54:52) Regiane Alves: Daniel Lemos, em minha carreira a minha direção é a versatilidade. Claro que vou ter que fazer personagens muito próximos do que sou. E isto me dá um pouco de medo pois vão descobrir quem sou. É o caso do personagem nesta peça. Eu tem um pouco de medo de perder o mistério. No caso da Dóris, eu nunca fui isso, ela era o meu oposto. No teatro se trabalha o interno para ser o externo. A idéia de compor o personagem é muito bom. Eu gosto disso, se não tiver fica chato. Tenho uma preocupação com o desgaste da imagem. Isso não precisa, é bom se esconder e poder voltar com outra imagem e no frescor. Acho que os diretores precisam acreditar mais nos atores. Temos atores muito bons. O Marcelo Médici fez a oficina de atores comigo, eu o achava incrível. Ele demorou dez anos para fazer uma novela e estourar na mídia. Também é uma coisa de período, antes do Wagner era o Selton Mello. Todo ator quer que o diretor acredite em seu trabalho.

(03:46:54) Charles do Piauí: Regiane você já sabe detalhes de seu novo personagem em Beleza Pura?
(03:57:57) Regiane Alves: Sobre a novela Beleza Pura: Eu vou fazer a Joana. Ela trabalha em uma clínica de estética, de cirurgia plástica. Estarei sempre em busca da minha mãe que é a Christiane Torloni. Quando vou encontrá-la ela pega um avião e some. Por isso acabo conhecendo o Edson Celulari. Tem muita gente bacana na novela que estréia em fevereiro. Em novembro começo a gravar.

(04:03:23) Geovanna/UOL:

Regiane Alves comenta os detalhes da peça "Mãos Ao Alto, São Paulo!" (Flavio Florido/UOL)

(03:53:36) Sanclair Rocha: O que você acha de fazer cinema? Eu adoro cinema!
(03:59:59) Regiane Alves: Saclair Rocha, eu já fiz "Onde Anda Você", "Zuzu Angel"... Eu sempre tenho a sensação de não saber o que estou fazendo. É maravilhoso, mas tenho a sensação de que devesse fazer algo em que eu pudesse dominar mais.

(03:21:01) Arthur: Conte-nos como será a peça "Mãos ao Alto, São Paulo!"

(03:55:15) camila: Oi Regiane, voltando para a peça... o espetáculo é cômico, mas é uma crítica à sociedade também??
(04:02:07) Regiane Alves: camila, é uma crítica de uma forma bem humorada. É uma história real, aconteceu com o Paulo (Goulart) e ele resolveu escrever. Tem situações em que só o que nos resta é sorrir. Uma tragédia em que se transforma em algo cômico. São três histórias que se misturam. Eu sou uma workholic. É uma peça bem absurda, pois tem flashbacks. Está maravilhosa.
(04:03:25) Regiane Alves: Obrigada...
(04:03:34) Geovanna/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Regiane Alves e de todos os internautas. Até o próximo!

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