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08/02/2008 - 09h12

Artista cria "Obra Póstuma" em vida

Formado em artes plásticas, o mineiro Gedley Braga enveredou pelo caminho das ciências da comunicação e da informação em sua tese de doutorado, prestes a ser defendida. Mas "A Tese na [da] Caixa-Preta" também é, em parte, responsável por sua nova exposição individual ("Obra Póstuma"), que a galeria Raquel Arnaud recebe a partir de segunda (dia 11).

Divulgação
Fotografia da série "All That Jazz", de Gedley Braga, em exposição a partir de segunda-feira (dia 11) na galeria Raquel Arnaud
Fotografia da série "All That Jazz", de Gedley Braga, em exposição a partir de segunda-feira (dia 11) na galeria Raquel Arnaud


Se uma caixa-preta remete à idéia de "últimas palavras", aquilo que só é analisado e passa a ter importância após uma catástrofe, o título dessa exposição "mata" seu principal personagem: como um Brás Cubas, Braga se imagina um "autor-defunto", cujo espólio é o que está exposto.

Dividida em três partes, a mostra começa com a série "All That Jazz", em que fotos de quadros alheios (de artistas-colegas que Braga "amava" e "odiava") são parcialmente encobertas pela palavra "jazz".

A ambigüidade se faz presente pela referência à música (e sua relação com a formação da linguagem) e à morte (em um trocadilho com o verbo jazer), esta última percebida também nas legendas das imagens, apresentadas como se fossem um legado.

A instalação "Vanishing Point" e o conjunto de fotografias "Apocalypse" completam a individual.

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