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Quarta-feira, 13 de novembro de 2019

BOL Notícias

Morre consultor da Globo conhecido como "El Brujo"; corpo será cremado na quarta (31)

Divulgação/TV Globo

Homero Icaza Sánchez, consultor da Central Globo de Controle e Qualidade (2011)


Do UOL, no Rio

Nesta terça-feira (30), o consultor da Central Globo de Controle e Qualidade (CGCQ), Homero Icaza Sánchez, morreu, aos 86 anos. Funcionário da Rede Globo desde 1971, Homero iniciou sua bem-sucedida carreira na emissora como diretor, na época, do Departamento de Análise e Pesquisas. Em um de seus estudos, identificou uma oportunidade no mercado de dramaturgia: as novelas de época, inspiradas em clássicos da literatura brasileira. A partir de então, em 1975, o horário das seis foi escolhido como exclusivo para a exibição dessas produções. O instinto de Homero não falhou e a faixa de programação foi um sucesso. Homero conseguia ler as pesquisas como ninguém e muitos diziam que ele alcançava a alma dos números. Não por acaso, Homero Icaza Sánchez ficou conhecido com "El Brujo", o "Bruxo", em espanhol. O corpo de Homero será cremado nesta quarta-feira (31), às 15h, no Crematório do Caju.

Homero nasceu no Panamá e era casado com Mirian Icaza Sánchez, também analista de qualidade da CGCQ, na Rede Globo. Ele chegou ao Rio de Janeiro em 1944, para estudar Direito, a convite do Itamaraty. Após a conclusão do curso, incentivado por um de seus professores, começou a trabalhar com uma nova técnica de pesquisa - a aferição da audiência a partir da aplicação de conceitos sociológicos. Em 1968, fundou o Instituto Técnico de Análises de Pesquisa e Estudos (Itape). O consultor ainda assumiu o posto de cônsul do Panamá no Rio de Janeiro por 18 anos e passou por universidades como professor de diferentes disciplinas.  

Além da passagem pela dramaturgia, Homero conseguiu aumentar o alcance de público do "Globo Repórter". Responsável pela mudança de horário na exibição do jornalístico, que saiu da faixa das 23h para ocupar a das 21h em 1974, o consultor enxergou ali a chance, com o conteúdo do programa, interessar trabalhadores e estudantes, que passaram a acompanhar o "Globo Repórter".  Para transitar entre o universo dos números sem perder de vista a sensibilidade do telespectador, Homero lançava mão de seu lado poeta e apostava sempre na avaliação do comportamento do público. Apesar de ser o ‘mago dos números’, ele nunca se esqueceu de que é o ser humano quem assiste à TV.      

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