O samba em frases

O BOL reuniu uma coleção de frases ditas por personalidades que têm o samba batucando no coração

Evelson de Freitas/BOL

De samba eles entendem!

  • Nelson Sargento

    "Investem muito nos ritmos que estão em volta do samba. O samba reggae, o samba pop, samba não sei mais o quê. Mas isso não perturba, porque eu chamo de movimentos. Movimentos passam, já o samba não, porque o samba é uma instituição. Não vai passar nunca"

    Imagem: Evelson de Freitas/BOL
  • Mariene de Castro

    "Cantar samba para mim é uma missão de vida. Fui escolhida para espalhar esse legado por todos os cantos e gerações. O samba está nessa África que mora em mim. Está nos antepassados que me deram de herança. O samba não é uma escolha minha; é uma herança"

    Imagem: Diego Mendes/BOL

A idade vai chegando e a saúde vai pifando. Eu fico ruim, fico triste, mas faço força e vou. A viola chamou, 'os timbau tocou', o pandeiro rufou, aí eu vou lá e dou o meu recado. Porque quando o samba de Dona Dalva vai passar, eu fico toda gaiatinha no meio do povo, me sentindo feliz, me sentindo alegre. Nem toda menina de 15 anos vai com a alegria que eu tenho"
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Dalva Damiana de Freitas, 89 anos

Dalva Damiana de Freitas, 89 anos, sambista baiana e 1ª mulher negra a receber o título de Doutora Honoris Causa no país

Muito bonita essa história dos cem anos do samba. Dentro desses cem anos, com certeza, uma grande parcela foi dada pelo Cacique de Ramos e pelo Fundo de Quintal. Cem anos de samba sério, mantendo as tradições, mantendo a cultura do maior movimento popular brasileiro"
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Ronaldinho, 58 anos

Ronaldinho, 58 anos, integrante do grupo Fundo de Quintal, que surgiu do bloco Cacique de Ramos

"Não existe essa coisa de ir pro alto do Corcovado se inspirar. A música vem quando a gente menos espera" - Monarco, presidente de honra da Portela

O samba para os bambas

  • Martinho da Vila

    "O samba tem mais de 100 anos. Não dá para se ter uma noção exata de quando ele foi criado. Essas datas são convencionais. Agora, é justo comemorar o 2016 porque foi o ano em que o samba foi registrado. É como uma criança que, depois que é registrada, vira gente"

    Imagem: Marcos Pinto/BOL
  • Beth Carvalho

    "A bossa nova sempre foi muito alienada. Ela era linda, é linda, vim dela, mas é alienada. Já o samba é resistência e eu me identifiquei logo de cara. Acho que o artista precisa ser engajado"

    Imagem: Diego Mendes/BOL

As escolas [de samba] pensam exclusivamente no Carnaval. E o Carnaval é um produto da indústria cultural. Nessa relação começa a morrer justamente o seu produto, que é o samba como forma de expressão"
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Nilcemar Nogueira, 56 anos

Nilcemar Nogueira, 56 anos, neta de Cartola e Dona Zica e presidente do Museu do Samba do Rio de Janeiro)

Eu era mulher muito sofrida mesmo, era uma mulher caseira, não saía de casa. Hoje me sinto uma mulher feliz, liberta. Tive depressão, fiquei doente e, depois do samba, fiquei boa e não quero mais perder samba nenhum. Eu joguei a pressão para bem longe e agora é só alegria"
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Zélia Maria Paiva Souza

Zélia Maria Paiva Souza, sambadeira do Recôncavo baiano, integrante do Samba Chula de São Braz

Um ritmo que toca pra valer

  • Riachão

    "Eu tenho sempre por dizer, eu não faço nada. Eu não tenho escola, não pego o papel para fazer nada. Tudo quem me manda é meu lindo Deus. Vem do céu, entra na minha mente e eu canto. Contado parece mentira"

    Imagem: João Alvarez/BOL
  • Carlão da Peruche

    "O samba é a cultura de um povo. E, na minha cabeça, o português tem a cultura dele, o fado, o vira. O alemão tem a cultura dele, o judeu tem a cultura dele, todos os povos têm sua cultura. E a do negro é essa, qual é a diferença?"

    Imagem: Evelson de Freitas/BOL
  • Osvaldinho da Cuíca

    "São Paulo não é o túmulo [do samba], tem muita coisa soterrada do samba paulista, ainda por vir, por ser descoberta, autores impressionantes, pessoas maravilhosas, além dos que ainda estão no anonimato"

    Imagem: Evelson de Freitas/BOL
  • Péricles

    "Ouço forró e trago pro disco. Ouço rhythm e blues, ouço muita salsa. Nós somos do samba, defendemos o samba, mas nós somos da música, que é um universo muito grande. A gente não pode se prender a um pedacinho de chão. Então vamos misturar. Quanto mais misturar, melhor"

    Imagem: Evelson de Freitas/BOL

O samba nas comunidades

"Não toca no rádio, não vai nos principais programas de TV, mas existe. Tem vida, o coração pulsa, as pessoas vão, as crianças vão, os idosos vão, todo mundo participa, todo mundo canta" - Leci Brandão

Antigamente, o samba era mal visto. Principalmente os sambistas negros da periferia não podiam estar com seus instrumentos e eram presos, apanhavam, porque aquilo era considerado coisa de marginal e vagabundo. Então, por toda essa resistência e modificação que tivemos, é que a gente deve, mais do que nunca, valorizar e preservar o samba, para nós podermos estar aqui tranquilos e sem ninguém nos privar disso"
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Alldry Eloise

Alldry Eloise, cantora e parceira da roda paulistana Samba da Tenda

Tem gente que acha que a gente faz o samba para crescer, mas a gente faz porque gosta. Mas até hoje não temos noção de como é para essas pessoas que vêm de longe, que se juntam em turmas para vir nos prestigiar"
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Daniela Silva

Daniela Silva, pastora da roda paulistana Comunidade Samba Jorge

Nossa roda tem muita criança. Os filhos dos músicos, as famílias adoram comparecer e participar. Essa união é, inclusive, um dos nossos objetivos"
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Marcelo Viana

Marcelo Viana, integrante da roda de samba paulistana Toca da Onça

Tudo começou em 2004 como uma brincadeira de amigos. Foi ficando tudo mais sério e, hoje, encaramos isso como cultura e entretenimento para a nossa comunidade. Esse lugar virou um ponto de encontro das pessoas aos sábados"
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Emerson Madureira

Emerson Madureira, integrante da roda de samba paulistana Maria Cursi

"Uma frase do Plínio Marcos é muito marcante para mim: 'Um povo que não ama e não preserva a sua forma de cultura mais autêntica jamais será um povo livre'. Ainda somos um povo que não ama e não preserva o que temos aqui. Esse é o meu mantra para o samba, senão nunca seremos independentes e seremos escravos da cultura e dos costumes internacionais" - Antônio Carlos Magrão, fundador da roda de samba Tudo Azul Paulistano

Este encontro em formato de roda significa que somos todos iguais. Significa também que estamos passando conhecimento dos mais velhos aos mais novos. A questão musical, quando chega aqui, é só a pontinha de um iceberg"

Caio Prado

Caio Prado, integrante da roda paulistana Samba da Vela

A comunidade precisa de lazer gratuito, perto de casa. A música que rola aqui todo segundo domingo do mês traz alegria para crianças, adultos e idosos. Para nós, integrantes, a roda virou a alma da gente"
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Anderson Luiz Teodózio

Anderson Luiz Teodózio, coordenador da roda paulistana Samba na 2

Antigamente, não era em todo lugar que se podia tocar samba e, hoje em dia, não é impressionante que uma roda da comunidade vá tocar em um show para a cidade inteira. É bem bacana você poder mostrar que não se resume a um reduto"
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Daniela Silva

Daniela Silva, integrante da roda paulistana Samba da Laje

Do samba eu não saio mais. Eu me achava insignificante, agora me vejo trilhando um caminho no samba, eu quero isso"

Ana Thereza

Ana Thereza, integrante de 17 anos da roda paulistana Samba Delas

O Samba do Congo, para mim, é uma massagem terapêutica. Se não fosse por ele, a gente ia guardar nossas canções onde? Na gaveta?"
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Luzia Nascimento

Luzia Nascimento, compositora da roda paulistana Samba do Congo

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