Tecendo Sonhos

Os imigrantes bolivianos que superaram o trabalho análogo à escravidão e hoje empreendem em SP

Bárbara Forte Do BOL, em São Paulo
myshkovsky/iStock

Made in Bolívia

A história costuma se repetir: eles saem de La Paz, na Bolívia, em busca de oportunidades em São Paulo. Quando chegam, acompanhados de um patrício (termo usado pelos bolivianos entrevistados para se referir às pessoas que os trazem de seu país para trabalhar no Brasil), ganham casa, comida e uma nova profissão: a de costureiros. O que parece ser o sonho de uma vida nova, em muitos casos, porém, pode ser encarado como situação análoga à escravidão, de acordo com a legislação brasileira.

Para diminuir a precarização da cadeia têxtil na capital paulista, a Organização Não-Governamental Aliança Empreendedora criou uma iniciativa, em 2014, de apoio aos imigrantes latino-americanos. Por meio de um edital, a instituição conseguiu apoio financeiro para desenvolver o Tecendo Sonhos, um programa que tem o objetivo de promover relações dignas de trabalho para imigrantes latino-americanos inseridos na cadeia têxtil por meio do empreendedorismo.

Eles não se reconhecem em um trabalho análogo à escravidão, embora tenham jornadas extensas de trabalho, morem e trabalhem no mesmo local, almocem nas próprias oficinas, que não costumam ter equipamentos de segurança do trabalho"
Cristina Filizzola, diretora do Tecendo Sonhos

Bárbara Forte/BOL

Quatro realidades

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Não me deixavam amamentar

Dora Eugenia Alvarado Calle, de 33 anos, tinha apenas 22 quando chegou a São Paulo. Ela entrou no país pelo Paraguai, acompanhada de sua patrícia.

"Fiquei uma semana fechada em um quartinho no Paraguai até ela conseguir mais pessoas para encher o ônibus que vinha ao Brasil. Quando chegamos à casa onde ficaríamos, em São Paulo, foram tempos de mais isolamento.

Ao todo, fiquei praticamente sem sair de casa durante um ano. Eu só podia ir ao supermercado, aos sábados, e tinha que voltar rapidamente. A mulher que me trouxe para cá dizia que eu não podia fazer amizade nem com outros bolivianos, porque eles podiam ligar para a polícia e eu seria deportada.

Eu tinha uma vida confortável em La Paz. Porém, após a morte da minha mãe, meu pai arrumou outra esposa e eu não me dava bem com ela. Meu pai me abandonou, disse para eu sair de casa, e eu não tinha para onde ir. Foi quando surgiu a oportunidade de deixar o país.

Uma tia minha apresentou a moça que me trouxe e logo eu vim para São Paulo. No início, ela aparentava ser uma boa pessoa, mas as coisas foram mudando. Ela pressionava para que a gente produzisse mais e mais, então chegávamos a trabalhar das 7h à meia-noite. Isso quando não passávamos a madrugada acordados para terminar todo o serviço.

Meu namorado, que morava na Bolívia, chegou depois de alguns meses para trabalhar comigo. Em pouco tempo, eu engravidei. Fomos ficando até que ele ficou muito doente. A situação do local onde a gente vivia e trabalhava era muito complicada, havia ratos, sujeira, falta de saneamento. Ficávamos ao lado de uma casa abandonada.

Com tuberculose, meu namorado voltou à Bolívia, onde poderia se tratar. Já eu, grávida, acabei ficando. Trabalhei até a hora de ganhar o bebê, em situações muito difíceis. Minha patrícia me deixou no hospital para ganhar a criança e, dois dias depois, voltou para me buscar. No dia seguinte, eu já estava em frente a uma máquina de costura.

Fiquei paralisada com tudo aquilo. Quando meu namorado voltou, eu disse para ele que não aguentava mais viver aquela realidade."

Eu tinha muito medo, estava sozinha, não tinha como não trabalhar. Ela não me deixava amamentar meu filho pela manhã, dizia que eu perderia tempo. Eu chorava a todo momento, me sentia sozinha e não conseguia nem falar"

Dora Eugenia Alvarado Calle

Dora Eugenia Alvarado Calle, empreendedora

Eu não sabia o quanto eles pagavam. Só depois eu fui descobrir que eles pagavam R$ 0,30 por peça inteira feita"

Dora, sobre o valor que recebia por cada peça que fabricava

Em dois anos e meio, o dinheiro que eu e meu namorado guardamos não havia chegado nem a R$ 3 mil"

Dora, sobre a dificuldade que enfrentou ao lado do namorado

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Nova chance

Dora voltou para seu país de origem, ficou seis meses, mas não arrumou trabalho. Nem ela, nem o namorado, que mais tarde se tornou marido. Ele retornou ao Brasil e, em pouco tempo, disse à esposa que as coisas estavam melhores. Dora chegou a São Paulo, pela segunda vez, em 2010. Ela tirou os documentos, começou a trabalhar novamente, até que resolveu abrir a própria oficina.

"Um dia, trabalhando, ouvi na rádio sobre um curso de capacitação para imigrantes. Guardei a informação até que, com minha própria oficina, resolvi me inscrever. No Tecendo Sonhos estou aprendendo sobre as relações de trabalho, a importância da formalização, a cobrar um valor justo pelas peças que confecciono com meu marido e mais um funcionário.

Hoje me sinto mais feliz aqui no Brasil. Já tenho dois filhos, um de nove anos e uma de seis. Eles estudam aqui, são brasileiros. O meu grande sonho é ter a minha própria marca, um dia, e poder deixar um legado e um futuro promissor para os dois."

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Para sair de casa, pulei o muro

Raul Gonzalo Poye Mendoza, de 43 anos, chegou a São Paulo há aproximadamente nove anos. Em La Paz, ele atuava como marceneiro e tinha uma vida estável até meados de 2009. Ao contrário de muitos bolivianos, ele não tinha interesse em ir ao Brasil. Vivia bem com sua família na cidade natal.

Tudo mudou em 2008, quando o país entrou em crise após o governo aprovar a Lei dos Hidrocarbonetos, em que houve uma brusca mudança no padrão de distribuição da receita petrolífera. Os preços subiram e muita gente ficou sem condições financeiras de se manter. Foi o caso de Raul:

"O preço da gasolina subiu demais. Na época, eu havia fechado um contrato para fazer os móveis de um edifício de sete andares. Com o 'boom' dos preços, precisei pagar para trabalhar e concluir o projeto. Vendi meu carro, minha casa - tudo para cumprir o contrato. Depois que fiquei sem nada, me questionei: 'O que eu faço?'

Imediatamente pensei em sair. Fui primeiro a Buenos Aires, mas sofri muito preconceito. Não tinha o sonho de vir ao Brasil até que uma irmã, já moradora daqui, disse que era um bom lugar para viver. Eu me impressionei com o tamanho de São Paulo.

No início eu tive que aprender tudo de costura, pois era o único mercado aberto para mim. Eu entrava às 7h, trabalhava até as 12h, tinha uma hora de almoço, voltava a trabalhar por cinco horas, tomava um café, e seguia até meia-noite. Essa era a minha rotina diária, sem informação, com as portas fechadas.

Minha sorte era que eu sempre fiz amizade muito fácil com as pessoas. Eu conheci uma brasileira, que morava ao lado. Ela me perguntava por que eu vivia bravo, e eu explicava a situação, dizia que não gostava de me sentir preso. Aí ela me deixava pular o muro e sair pela casa dela. Como havia muita gente, nem percebiam minha ausência.

Aos poucos, comecei a trabalhar na Feira da Madrugada com o dono da oficina, das 2h às 8h. Ali, conversando com outros vendedores, comecei a ter acesso à informação. Comecei a descobrir como funcionava o mercado têxtil, fui vendo que eu podia mudar a situação em que eu estava."

Quando eu precisava sair da casa, sempre tinha que pedir a chave. E nessa hora a chave sempre sumia"

Raul Gonzalo Poye Mendoza

Raul Gonzalo Poye Mendoza, empreendedor

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Ponto final

Raul chegou a voltar para a Bolívia, mas encontrou uma situação ainda mais complicada, o que o fez retornar ao Brasil.

"Trabalhei em outras oficinas durante cerca de quatro anos. A pressão pela entrega era tão grande que nem sobrava tempo. Os poucos momentos que tínhamos eram usados para a gente lavar nossas roupas e arrumar a casa. Eu tinha que dar um ponto final.

Eu pensei em denunciar, mas depois desisti. Pensava que, quando me tornasse patrão, não iria repetir esse comportamento. E isso era o que importava para mim. Em certo momento, um amigo precisava de sócio e eu embarquei na ideia para abrir a minha própria oficina. Comecei a trabalhar, mas não deu muito certo, o que me fez tentar abrir uma nova empresa, um ano depois.

Eu tenho três filhos do primeiro casamento - a mais velha tem 22 anos, o do meio, 18, e o mais novo, 15 anos. Eles continuam em La Paz, com a mãe. Eu me casei novamente e, junto a minha esposa e mais cinco funcionários, toco minha empresa.

O programa Tecendo Sonhos entrou na minha vida nesse processo. Um colega me contou da iniciativa, e eu sempre gostei muito de buscar mais informação. Lá eles nos ensinaram muitas coisas, fui descobrindo como funcionam as leis brasileiras, como poderia colocar valor ao meu trabalho e, ainda assim, manter uma oficina saudável financeiramente"

Raul Gonzalo Poye Mendoza

Raul Gonzalo Poye Mendoza, empreendedor

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Perdi meu pai com 15 anos de idade

Membro de uma família com oito filhos, Roberto Carlos Guachalla Larico, de 38 anos, perdeu o pai aos 15. Ele e as irmãs começaram a trabalhar muito cedo para ajudar a mãe. Técnico em agronomia, ele tirava o sustento do campo, mas o que conseguia com a atividade não era o suficiente para conseguir dar conforto para os familiares.

"Em 2008, eu e dois de meus irmãos resolvemos tentar a vida na Argentina. Ficamos um ano no país, aprendemos sobre costura, guardamos um pouco de dinheiro e voltamos à Bolívia. Vendo um grande potencial no setor, eu e um dos outros irmãos resolvemos tentar um destino diferente: o Brasil. Já tínhamos um tio que trabalhava na confecção de bolsas na zona norte de São Paulo, e viemos para cá.

Trabalhávamos até bastante tarde para conseguir arrecadar mais dinheiro. Pouco a pouco fomos juntando até abrirmos a nossa própria oficina. No começo é bastante difícil, não tínhamos todas as informações de que precisávamos. Mas, como tínhamos que auxiliar nossos parentes, principalmente minha mãe e minha irmã caçula, encaramos o desafio.

Quando cheguei, meu objetivo era ficar apenas três anos. O tempo foi passando, eu conheci o Tecendo Sonhos e resolvi investir ainda mais nesse ramo. Ouvi a primeira vez sobre o programa em uma rádio. Entendi que teríamos a oportunidade de nos capacitar, de aprender sobre precificação, além de abrir portas para nos relacionar com fornecedores e compradores das nossas peças."

A gente ganhou a consciência de que não pode aceitar qualquer valor pelo nosso trabalho"

"Aos poucos mudamos a estrutura do ambiente de trabalho. Aprendemos sobre segurança do trabalho, temos apenas funcionários com carteira assinada, trabalhamos oito horas por dia. Isso foi possível graças ao acesso à informação."

Rodrigo Moraes /Futura Press Rodrigo Moraes /Futura Press

Entrada no SPFW

As mudanças na oficina de Roberto Carlos Guachalla Larico refletiram também nas relações de trabalho que ele começou a ter com confecções de fora.

Neste ano, a estilista Flavia Aranha procurou o empreendedor para que ele a ajudasse a produzir dois modelos que foram apresentados no São Paulo Fashion Week.

"Por intermédio do Tecendo Sonhos, minha rede de contatos cresceu. Um deles foi a estilista, um dos destaques da semana de moda deste ano", conta Roberto.

"Nós estivemos no desfile, que contou apenas com modelos sustentáveis, e ajudamos do tingimento à costura", completa. A foto mostra detalhe do desfile da estilista no maior evento de moda do país.

Gosto muito do Brasil porque é um país aberto a todo mundo, acolhe um monte de estrangeiros"

Roberto Carlos Guachalla Larico, empreendedor

Bárbara Forte/BOL Bárbara Forte/BOL

Meus filhos ficavam presos em quarto

A primeira vez que Alicia Vargas Balboa, 29, trabalhou foi em São Paulo. Ela tinha apenas 21 anos e veio de La Paz, na Bolívia, sozinha. Seu sonho era trabalhar para ter o próprio dinheiro, mas não foi isso o que aconteceu.

"Eu não conhecia ninguém quando cheguei aqui. Não sabia falar a língua e vim acompanhada de uma pessoa que já trabalhava aqui. Só saí de casa um ano e meio depois que eu já vivia na capital. A gente entrava às 7h no trabalho, seguia em ritmo forte até meio-dia, e parava uma hora para almoçar. Depois disso, mantínhamos a produção até o fim da noite, por volta das 22h.

Como eu vivia em uma região agrícola em meu país, não tinha a menor prática com a costura. Aprendi trabalhando, mesmo. Ganhávamos nosso salário a partir das peças produzidas, o que nos fazia ficar muitas horas sem sair do lugar.

A casa onde eu trabalhava tinha outros 14 bolivianos, que, assim como eu, queriam guardar dinheiro e voltar para nosso país. Mas não é bem assim que acontece. Fiquei dois anos e meio apenas na primeira oficina de costura, onde conheci meu esposo. Mudamos de emprego mais duas vezes antes de eu engravidar.

Com uma criança, encarar a precariedade daqueles ambientes começou a se tornar muito difícil. Me mudei para uma quarta oficina, mas o pagamento sempre atrasava. Fiquei grávida da minha segunda filha, e sempre tinha que deixar as crianças no quarto, presos. Não dava para continuar vivendo daquela forma".

Divulgação/Aliança Empreendedora Divulgação/Aliança Empreendedora

Abrir minha oficina foi necessário

A estimativa de Alicia para ficar no Brasil se estendeu e, em 2014, com duas filhas, ela e o esposo resolveram abrir a própria oficina.

"Foi a forma que encontramos de nos manter com uma qualidade um pouco melhor de vida. No começo não foi fácil, faltava muita informação para que a gente soubesse fazer a administração correta do dinheiro. Eu quase fechei, só segui em frente por causa das minhas filhas.

Em 2017, estava trabalhando quando ouvi na rádio sobre o Tecendo Sonhos. Achei que era uma forma de encontrar o caminho para trabalhar de forma mais sustentável. Me inscrevi no curso, aprendi tanta coisa.

Desde então, aprendi a valorizar meu trabalho. Antes, como a gente não tinha trabalho, aceitava o que ofereciam. Agora não. No curso, aprendi a precificar uma peça, dividir os gastos pessoais dos da oficina. Também consegui, através da capacitação, contato com outras empresas para fechar contratos - foram muitas mudanças na forma como eu comecei a ver o meu negócio."

Tenho mais tempo para ficar com minhas filhas, mas ainda tento baixar minha carga horária de trabalho"

Alicia Vargas Balboa

Alicia Vargas Balboa, empreendedora

Divulgação/Aliança Empreendedora

O programa

A ONG Aliança Empreendedora, que atua desde 2005 para oferecer a microempreendedores de baixa renda e grupos produtivos comunitários o apoio para desenvolver os seus negócios, criou a iniciativa do Tecendo Sonhos em 2014. A instituição apresentou o projeto em um edital da Fundação Rockfeller, que tinha o intuito de apoiar ações humanitárias em São Paulo. Após ser um dos escolhidos, o programa começou a trabalhar na capacitação do público imigrante latino-americano por meio do empreendedorismo na cadeia têxtil.

"Percebemos que poderíamos chegar a essas pessoas a partir de instituições que já trabalham com o acolhimento de imigrantes na Grande São Paulo, além de veículos de mídia que chegam a essas pessoas, como as rádios. A capacitação é feita tanto por nós como por parcerias", explica Cristina Filizzola, diretora do Tecendo Sonhos.

Segundo ela, estão entre os parceiros o Cami (Centro de Apoio e Pastoral do Imigrante), a PAL (Presença da América Latina), o Coletivo Sí, yo puedo! e o Instituto Alina - que insere as oficinas dos participantes do curso em uma plataforma que os conecta a confecções que buscam seus serviços.

São famílias com um perfil muito parecido, que não aguentam mais a situação nas oficinas em que trabalham e que apresentam um alto grau de vulnerabilidade"
Cristina Filizzola, diretora do Tecendo Sonhos

Cada turma é composta por um grupo de 40 pessoas, que se reúnem em 12 encontros de três horas cada um, durante oito meses. Segundo a instituição, até agora 22 turmas foram formadas na sede, que fica em São Paulo. A apostila, toda em espanhol, ajuda os participantes a acompanharem a programação completa. O curso é gratuito.

Pilares do Tecendo Sonhos

  • Educação empreendedora

    Capacitações em gestão para os empreendedores, ou imigrantes que desejam empreender. Além de participarem dos cursos, os empreendedores também são apoiados por meio de mentoria e acessam conteúdos exclusivos para que desenvolvam seus negócios levando em conta a particularidade e realidade das oficinas de costura. Com isso, se espera que conheçam melhor seus direitos e deveres, explorem a gestão de seus negócios de uma forma mais organizada e, consequentemente, melhorem sua qualidade de vida, de suas famílias e colaboradores, sempre buscando sua regularização para melhor inserção no mercado.

    Imagem: Divulgação/Aliança Empreendedora
  • Disseminação da causa

    Realização de atividades que disseminam as boas práticas presentes na cadeia têxtil, compartilhando cases de sucesso, criando conteúdos de apoio às oficinas de costura para se regularizarem e promovendo o diálogo entre os diversos atores que participam da cadeia têxtil.

    Imagem: mars58/iStock
  • Advocacy

    Participação estratégica em grupos, redes e ações voltadas à disseminação da causa dentro do setor, por meio de parcerias. O objetivo é assim influenciar e participar de discussões que possam melhorar as condições de trabalho dos imigrantes, no desenvolvimento de políticas públicas e, também, para que o projeto se torne uma referência quando se pensa em promoção de relações dignas dentro da cadeia têxtil.

    Imagem: Divulgação/Aliança Empreendedora
  • Solução tecnológica

    Mapear e conectar diferentes tecnologias que apoiem a qualificação das oficinas de costura e/ou que promovam relações dignas de trabalho no setor. Um exemplo é a startup ALINHA, plataforma que promove relações comerciais mais justas entre as oficinas de costura com confecções que as contratam.

    Imagem: Divulgação/Aliança Empreendedora
Aizar Raldes/AFP Aizar Raldes/AFP

Nossos hermanos

Os bolivianos que vivem em São Paulo formam a maior comunidade de imigrantes na capital paulista. Ao todo, 250 mil pessoas vindas do país escolheram a cidade de pedra para residir, de acordo com dados da ONG Missão de Paz, que acolhe imigrantes e refugiados.

Segundo a Polícia Federal, só entre janeiro de 2010 e janeiro 2019, houve a entrada de 61.444 bolivianos na capital paulista.

Cadeia têxtil no Brasil

  • Consumo

    O Brasil é o maior consumidor de roupas da América Latina, e há 14 mil oficinas de costura na Grande São Paulo, segundo dados do Cami (Centro de Apoio e Pastoral do Migrante).

    Imagem: Getty Images/iStockphoto
  • Mulheres costureiras

    Segundo o movimento Fashion Revolution, a mão de obra imigrante feminina corresponde a 75% dos trabalhos na cadeia da moda. A iniciativa global sem fins lucrativos tem equipes em mais de 100 países ao redor do mundo e faz campanha por uma reforma sistêmica da indústria da moda, com foco na necessidade de maior transparência na cadeia de suprimentos do setor.

    Imagem: Getty Images/iStockphoto
  • Confecções

    Segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), 80% do consumo de roupas no Brasil é proveniente de pequenas e médias confecções, e só 20% vem do grande varejo.

    Imagem: Danilo Verpa/Folhapress
  • Irregularidade

    Ainda de acordo com a Abit, a estimativa é de que existam cerca de dez mil oficinas irregulares envolvendo imigrantes em São Paulo

    Imagem: Gabriela Fujita/UOL

Serviço

Programa Tecendo Sonhos
Endereço: Av. São Luis, 50, conjunto 171C - República - São Paulo (SP)
Telefone: (11) 3104-7672
E-mail: tecendosonhos@aliancaempreendedora.org.br
Inscrições podem ser feitas de forma gratuita pelo site.

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