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Domingo, 23 de FEVEREIRO de 2020

21/09/2007 - 12h29

Adriano lamenta tempo perdido e diz que bebia para poder dormir

Das agências internacionais
Em Milão (Itália)

Em entrevista à TV italiana Sky, o atacante brasileiro Adriano, da Internazionale, admitiu que bebia para poder dormir e lamentou o fato de ter "perdido" um ano e meio da sua vida. Ex-titular absoluto do clube italiano, o jogador perdeu a condição por causa de uma crise técnica agravada por confusões e noitadas.

Reuters
Adriano voltou a jogar pela Internazionale no último domingo, em jogo com o Catania
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LUÍS FABIANO: LONGE DA SELEÇÃO
"Quando eu ia dormir ficava pensando em meus problemas e tinha que beber para conseguir pegar no sono", declarou o jogador, que, devido a queda de rendimento, sequer foi inscrito pelo técnico Roberto Mancini para a disputa da Liga dos Campeões, principal competição da Europa.

No começo da temporada, A Internazionale manifestou o interesse de emprestar Adriano para que ele readquirisse confiança e ritmo de jogo, mas o brasileiro e seu procurador, Gilmar Rinaldi, só admitiam uma negociação em definitivo e esta hipótese foi descartada.

Adriano voltou a jogar como titular do time milanês na partida do último domingo contra o Catania pelo campeonato italiano (vitória por 2 a 0), em razão de Mancini ter optado por poupar alguns titulares. O brasileiro, no entanto, teve atuação apagada.

Na entrevista, Adriano reconheceu que perdeu um ano e meio da sua vida, mas minimizou o fato, dizendo que isso pode ocorrer a qualquer pessoa e disse que esta experiência ruim o ajudou a amadurecer.

"Havia muitas coisas que me deprimiam e não conseguia manter meus problemas fora de campo. Quando ia treinar, só conseguia pensar nos meus problemas e não jogava bem", admitiu o ex-jogador do Flamengo.

Adriano revelou ainda que, durante o seu inferno astral, ele chegou a confidenciar para a sua mãe que ele era mais feliz quando morava em uma favela no Rio de Janeiro. "O dinheiro ajuda bastante, mas a felicidade não se pode comprar ", disse. O brasileiro, no entanto, assegurou que está mais feliz desde que levou a sua mãe e seu filho para morar com ele em Milão

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