! Democracia corintiana acabou com a concentração nos anos 80 - BOL Notícias

Brasil Online

Busca
Terça-feira, 18 de DEZEMBRO de 2018

Imprimir

30/06/2009 - 09h12

Democracia corintiana acabou com a concentração nos anos 80

O Corinthians foi pioneiro no Brasil ao tentar extinguir a concentração.

Nos início dos anos 80, a estratégia de juntar o elenco antes das partidas desapareceu da rotina do Parque São Jorge. Era a época do movimento batizado de Democracia Corintiana.

Este período, considerado como um marco nas relações entre jogadores e clubes de futebol no país, aconteceu em 1981, e tinha como líderes jogadores como Sócrates, Casagrande e Wladimir.

Pelo Corinthians, respondia o diretor de futebol da equipe alvinegra na época, Adilson Monteiro Alves.

Nesse sistema, todas as decisões que diziam respeito ao time eram discutidas e votadas por todos.

Um dos principais pontos da Democracia Corintiana foi a decisão de colocar um fim às concentrações.

Os jogadores do time paulista treinavam e depois voltavam para suas casas. Só se reuniam no dia dos jogos para irem juntos ao estádio.

Segundo os críticos do movimento, o período não pode ser chamado assim.

Um deles é o atual presidente corintiano, Andres Sanchez. Para o cartola, a Democracia Corintiana foi, na verdade, um sistema imposto pelos líderes daquele grupo de jogadores que atuavam no Parque São Jorge.

"Democracia de um ou dois não é uma democracia. Democracia é poder falar o que pensa, como o Ronaldo acabou de fazer", disse ontem, em Curitiba, o dirigente, que classificou aquele período no clube como "uma bagunça".

Mesmo dentro daquele grupo de atletas de 1981 havia descontentes com o regime adotado na época.

O mais famoso deles era o goleiro Leão, desafeto dos líderes do movimento.

Inovadora, a Democracia, no entanto, não resultou em muitos títulos. O clube conquistou apenas o Paulista de 1981.

Enquete

Computando seu voto...
Carregando resultado

Total de votos: