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22/07/2009 - 12h10

Após susto em pouso na Venezuela, Brasil sofre com extravio de bagagem

Roberta Nomura
Em Belgrado (Sérvia)

A seleção brasileira masculina de vôlei encerra na Sérvia o ciclo de seguidas viagens em pouco mais de um mês de Liga Mundial. Após o susto no momento da aterrissagem na Venezuela, em que o avião arremeteu, agora é a vez da equipe sofrer com o extravio de bagagem na chegada a Belgrado, para a disputa da fase final.

Silvio Ávila/CBV/Divulgação
Murilo (f) e Lucão tiveram suas bagagens extraviadas no caminho até a Sérvia
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Três malas ficaram perdidas no trajeto que incluiu a saída do Brasil, uma conexão na França e o desembarque na Sérvia e ainda não há previsão para chegada. "É comum ocorrer a perda de bagagem. Sempre no dia anterior às viagens eu peço para os atletas colocarem na bagagem de mão uma muda de cada uniforme, justamente para ter condições de jogo caso percam as coisas", explicou Antonio Marcos Lerbach, chefe da delegação brasileira.

A medida preventiva terá que ser usada nesta fase final da Liga Mundial - o Brasil estreia às 12h30 (horário de Brasília) de quinta-feira, contra Cuba. O ponteiro Murilo e o meio-de-rede Lucão, dois jogadores titulares, tiveram a mala extraviada. A terceira bagagem perdida contém equipamentos de fisioterapia. "Tem coisas importantes para o tratamento dos atletas, mas também trouxemos aparelhos portáteis que vieram na mão", disse Lerbach, que já entrou em contato com a companhia aérea para reaver os pertences.

A ideia de carregar uniformes na bagagem de mão ocorreu após uma experiência negativa vivenciada pela seleção, que não pôde contar com um de seus jogadores por não ter a roupa adequada de jogo. "Isso aconteceu há muito tempo, mas depois do primeiro fato ocorrido, a gente se previne. Porque não tem como o uniforme chegar em dois dias."

FINAIS DA LIGA COMEÇAM COM MENOS EUROPEUS
Há muito tempo o Brasil não conta com tantos 'aliados' para minar as pretensões europeias na Liga Mundial de vôlei. A seleção brasileira masculina, sozinha, foi capaz de derrubar os gigantes do Velho Continente por cinco anos consecutivos. Na 20ª edição da competição, os comandados de Bernardinho veem o crescimento do 'exército' não-europeu e a possibilidade mais clara de uma inédita final entre países americanos.

A participação de seleções que não pertencem à Europa cresceu neste ano graças ao retorno à fase final de Cuba, que não brigava pelo título desde o bronze obtido em 2005. A heroica classificação argentina também amplia as chances latinas.
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Antes da perda das malas, a seleção brasileira teve que conviver com um problema mais sério ainda na primeira fase da competição. Na chegada a Caracas, o avião tinha permissão para aterrissar, mas arremeteu. "A barriga deu uma gelada, mas ninguém fica pensando em besteira. Talvez também porque a gente não viu a gravidade do problema na hora, só depois mesmo", contou o líbero Escadinha. "Eu tenho medo de voar. Todo mundo tem, quem diz que não está mentindo", completou.

Embora tenha recebido a autorização para aterrissar, o avião levantou voo novamente porque havia um outro na pista. "Acho que quando o piloto viu o outro avião, arremeteu. Antes tivemos uma pequena turbulência, então foi difícil na hora", relembrou Lerbach.

Após deixar a Sérvia rumo ao Brasil, a seleção terá um pequeno intervalo antes da próxima viagem. O destino será a Colômbia, em setembro, para a disputa do Sul-Americano.

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