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Quarta-feira, 18 de setembro de 2019

BOL Notícias

Dirigente gremista garante estabilidade financeira e nega atraso salarial

Alex Carvalho/UOL

Herrera recebe R$20 mil do Grêmio e outros R$90 mil do Botafogo; dirigente garante estabilidade

Marinho Saldanha
Em Porto Alegre

A polêmica instaurara sobre a folha de pagamento do Grêmio foi motivo para uma entrevista coletiva concedida pelo assessor de futebol Luiz Onofre Meira. Acompanhado de Alberto Guerra, ambos responsáveis pelo departamento de futebol do clube, explicaram os gastos com atletas que não estão mais no clube e garantiram a estabilidade das finanças. Além disso, o dirigente garantiu que os salários não serão atrasados, e nunca foram desde que esta gestão assumiu o comando gremista.

Antes de ser questionado, Luiz Onofre Meira fez questão de deixar todos os repórteres à vontade. "O objetivo é esclarecer todas as questões referentes aos comentários sobre as finanças, então, sintam-se à vontade de perguntar qualquer coisa", referiu.

Dito isso, o dirigente comentou a chamada "folha paralela", ou seja, gastos que o clube tem com jogadores que não estão mais no elenco. "Esta é uma relação normal, comum no futebol. Temos ela com 2 jogadores: Herrera e Danilo Rios. Como o Herrera não está mais no clube, vou falar, o Grêmio para R$20 mil para ele, enquanto o Botafogo paga 90. Já o Danilo, está emprestado ao Juventude, e tem um contrato de produtividade, dependendo do número de jogos que fizer, o Grêmio arca com um valor. Por exemplo, o Roger e o Eduardo Costa o Grêmio se beneficiou da mesma situação", esclareceu.

Meira ainda acrescentou detalhes sobre as rescisões de Túlio e Perea. "Com Túlio gastaríamos R$1 milhão e 200 mil caso ele permanecesse. Rescindimos por R$450 mil. A mesma situação do Perea. Para ele ficar deveria ser pago R$2 milhões, e ainda dependia de um visto de trabalho. Conseguimos rescindir por R$700 mil, inclusos ainda luvas atrasadas", disse.

A discussão teve início com a manifestação de Irany Santana Júnior, diretor de finanças do clube, que se mostrou assustado com os R$ 3 milhões e 500 mil mensais de folha de pagamento do clube. Meira confirmou o valor, mas disse que é um montante mutável. "Ele (Irany) deu a informação mas a leitura dos números não é correta. São R$3 milhões e 500 mil ou algo em torno disso, mas este número é variável. Trouxemos jogadores por um período e é parcelado o pagamento de luvas, para 3, 6 meses. Logo, esta situação vai acabar e os números voltarão ao que foi orçado. Temos uma preocupação muito grande em buscar o crescimento, o Grêmio não tem convivido com grandes títulos e isso é necessário. O Grêmio só vai crescer financeiramente se ganhar títulos. Com isso, aumentarão os sócios e teremos mais receitas", esclareceu.

Segundo Irany Santana Júnior o pagamento de salários estaria ameaçado à partir do próximo mês, algo negado com veemência pelo departamento de futebol. "Não foi isso que ele nos disse, não haverá dificuldade no pagamento de salários aqui no Grêmio. O clube não está ameaçado em absolutamente nada, ainda mais a relação do pagamento de jogadores. Isto é sagrado dentro do clube, da gestão do presidente Duda, desde 1º de janeiro não existiu nenhum atraso", revelou.

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Porém, o cartola colocou que nem tudo será sanado antes do final do ano, quando haverá nova eleição para a presidência do Grêmio. "Até junho estaremos com tudo estabilizado, mas futebol é assim, nós recebemos e deixamos heranças", colocou.

À noite, o Conselho Deliberativo gremista se reunirá. Na pauta, a Arena tricolor e seus avanços. Porém, internamente, a polêmica da folha salarial ainda será debatida.
 

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